quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

A ESSÊNCIA DA TERRA

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Na verdade poucos serão aqueles, que alguma vez tenham pensado, perder a faculdade olfactiva, porém, todos nós já passamos por períodos em que devido a uma constipação, não temos o olfacto a “laboral”, com a normalidade a que diariamente estamos habituados.
Do que mais gosto pela manhã, é de sentir a “Essência do Campo”, ou seja os seus aromas, os cheiros que emanam do campo, e que, poderão parecer insignificantes, mas que são de grande riqueza dada a sua constante mutabilidade. Todos os dias, e até várias vezes durante o dia, os aromas do campo vão-se alterando, ora cheira a terra lavrada, a terra molhada porque choveu ou porque o Campo foi regado, a um rebanho de ovelhas que acabou de passar, ao florir do rosmaninho ou do alecrim, aos pinheiros que foram cortados para se retirar a seiva, à ceifa de um campo de cereais, à cozedura de pão no forno de uma quinta, a lenha queimada que sai das lareiras, enfim, a um sem número de cheiros que nos chega ao olfacto e, intuitivamente nos incorpora no espaço físico a que pertencemos. Perder o olfacto era perder, uma parte daquilo que somos e, neste caso específico perder a matricidade cultural a que pertencemos e à qual fomos moldados.

Depois, há os outros cheiros, os nossos cheiros, os cheiros dos nossos incensos, das nossas comidas, dos nossos animais, da nossa casa e das vizinhos e os cheiros que vamos detectando ao longo do dia. Sentiria a sua falta se perdesse o olfacto. Sentir-me-ia perdido e desorientado, pois o olfacto, é também uma forma de comunicação. A cada cheiro, não preciso de ver imagens, para percepcionar o que está a acontecer. Por exemplo, se cheirar a gás, sei que tenho de agir, pois algo de mal poderá acontecer. Se cheirar a pão acabado de cozer, eu já sei que posso ir à padaria, isto não falando já, do efeito que os aromas de cariz medicinal têm sobre o nosso cérebro e das reacções que induzem.

E, há ainda cheiros que não me importava nada de perder, o cheiro do tubo de escape libertado pelo autocarro que tenho de ultrapassar todos os dias, que me deixa mais morto que vivo, o cheiro a herbicida, a adubos e outros químicos, que paulatinamente vão “substituindo as Essências do meu Campo.”

sábado, 6 de novembro de 2010

DE ONDE VIMOS, O QUE FAZEMOS AQUI, PARA ONDE VAMOS...

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Não há para o Homem, dilema mais intrigante e desafiador do que, saber de onde veio, o que faz aqui e para onde vai. Esta sequência está no cerne do princípio basilar em que assenta todo o pensamento humano. É o tónico estimulador e trave mestra que norteia a espiritualidade humana, em qualquer das suas crenças, sendo igualmente por outro lado a unidade essencial que impulsiona a força motriz do conhecimento cientifico.

Bem antes da procura incessante da “verdade” por meios científicos, já o Ser Humano procurava encontrar respostas, indo de encontro à sua dimensão espiritual, para explicar o desconhecido, nem que essa dimensão assentasse apenas no poder do totem.

Hoje é sabido, que a sociedade contemporânea mais do que valorizar a dimensão espiritual e o conhecimento científico, pelo menos no Ocidente, “assentou arrais” em filosofias indubitavelmente caracterizadas pelo consumismo e materialismo, factor claramente inibidor do pensamento.

Como Ser Humano dou muitas vezes comigo a tentar arranjar fundamentos, que possam minimamente ter uma razão plausível, que como a muitos, me aquietam o espírito. Incorreria em inverdade, se referisse que não postulo o meu pensamento em “conhecimentos” científicos que são presentemente aceites como verdades quase inquestionáveis, ou em crenças assentes no determinismo da fé.

Entendo que, pelo menos até que o conhecimento não consiga transpor níveis de sapiência (presentemente, para mim, extremamente difíceis de imaginar como se corporizam), não será possível obter a verdade que todos perseguimos e ambicionamos, por outras palavras, penso que o Homem levará muito tempo, e nessa altura nem sei se o homem terá o aspecto físico que hoje apresenta, até que consiga ter a “pureza” suficiente que lhe permita ter o entendimento e domínio do saber, compagináveis para com as exigências da mais ansiada das respostas. Muito provavelmente quando isso acontecer , e continuo a dissertar, é porque estamos preparados para entrar numa outra dimensão, pois tudo aquilo que Hoje faz sentido, deixará de fazê-lo. Desvendar-se-á o âmago do existencialismo humano. Aquilo que hoje canaliza todas as sinergias em procura de uma resposta, deixará de ter sentido.

Quer se acredite em teorizações assentes em matrizes científicas, ou ao invés com génese na multiplicidade de “filosofias” baseadas nos mais diversos princípios fundamentados da crença, ninguém, pode com certeza, dizer ser detentor de alguma verdade, que quer se queira quer não continua intangível.

Mesmo a “verdade” assente na presunção científica que apresenta uma resposta para uma parte do percurso (independentemente da sua discutibilidade), o aparecimento do Homem, não consegue responder ao que se passou a montante deste episódio ( como tudo surgiu/ o que haverá para além do nosso Cosmo /etc), nem tão pouco à pergunta presente “o que fazemos aqui”, nem a jusante à questão “ para onde vamos”. Aliás, ao mais leve saber que se acrescente no edifício do conhecimento universal, as dúvidas parecem sempre suplantar as certezas, ou seja, sempre que a ciência vai conseguindo aparentemente dados mais objectivos, mais e mais complexas dúvidas aparecem sobre a questão fulcral que trespassa gerações desde que o homem se entendeu como Ser pensante. Cerca de dois milénios e meio volvidos é caso para parafrasear o filósofo Sócrates, “só sei que nada sei”.

É absolutamente inegável, que a ciência tem feito grandes avanços nos últimos cerca de dois séculos. Mas será que posso com total rigor dissê-lo desta forma? Porventura numa escala de conhecimento humano assim é. Contudo a que valor quantitativo equivale o conhecimento humano relativamente ao conhecimento “real do Cosmo”, partindo do principio hipotético que este possa algures numa determinada escala ser finito. Não estará o conhecimento humano ainda numa fase tão insípida do CONHECIMENTO, que nem chega a ser um conhecimento marginal? Por esta mesma razão, o Professor de Física que pediu aos alunos para esquecessem tudo o que tinham aprendido no Secundário, lhes irá no inicio do quinto ano do curso, dizer para esquecerem o que aprenderam nos anos anteriores, precisamente porque o que hoje é em ciência, não o foi ontem e com muita certeza menos o será amanhã, até que aja um real domínio do CONHECIMENTO.

E, antes de terminar, o copo. Sou impulsionado a perguntar, qual copo, porque nem sei se existe algum copo. Não será o copo apenas uma minúscula fracção de matéria, pertencente a uma enorme unidade de matéria? Se me regesse apenas pelo conhecimento do senso comum de que hoje dispomos, responderia, que existe um copo que pode estar cheio, meio cheio ou vazio de água, ou com um maior rigor se estivesse vazio de água estaria cheio de ar. Porém, já hoje sabemos que através da física quântica e disciplinas associadas, que uma resposta nesse sentido caía no campo do reducionismo, isto para não dizer que os conhecimentos hoje considerados, amanhã serão ainda eles considerados ultrapassados e igualmente incorrectos, veja-se o caso da memória da água e do poder do pensamento humano sobre a mesma.

Não tenho poder conclusivo sobre o quer que seja, todavia, não tenho pejo em considerar que somos nós quem determina quase totalmente, a forma e o modo de como queremos viver. Somos nós praticamente os únicos responsáveis por projectar-mos ou inibirmos a nossa energia, somos nós que determinamos o conteúdo e a focalização dos nossos pensamentos, somos nós que rejeitamos ou fazemos uso da força extraordinária que o conjunto energia/pensamento podem potenciar, afinal somos nós que vivemos a nossa vida, e nela e sobre ela temos o poder de a conduzir como queremos.

De onde vimos, o que fazemos aqui, para onde vamos … seja um princípio, uma passagem ou um fim.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

UM RUMO


Muito se tem falado nos últimos tempos, sobre o que está na génese dos momentos aflitivos e extremamente “agonizantes” que todos, ou em bom rigor, uma grande maioria dos portugueses está e irá viver nos próximos anos.


É sem dúvida, importante definir meticulosamente quais são as causas de termos chegado a um beco sem praticamente saída, com o intuito, de futuramente corrigirmos a trajectória e, encarrilar-mos no caminho certo, mas, neste momento, o mais importante é termos por parte do poder político, a definição de um rumo, de uma directriz, de um caminho, que contrariamente ao que se tem passado sempre que nos apertam com impostos (dizem-nos constantemente que temos de nos sacrificar, porque dentro de dois ou três anos iríamos ver o resultado desse esforço. Presumo que o resultado desse esforço, não é termos sucessivamente, mais e mais, e ainda mais impostos pela frente), dão-nos esperança e depois fecham-nos a porta, com trancas e tudo.

Ou nos talham desta vez um rumo que efectivamente seja definido e definitivo (acredito que já dificilmente nos convencerão), ou indubitavelmente dar-se-á a falência do nosso regime político e da sua assumpção democrática tal como a conhecemos, até porque, a forma de ver a política e os políticos, essa já nunca mais será a mesma.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ACREDITAR / I BELIEVE

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Numa altura em que algum desalento já é bem visível na Sociedade Portuguesa, muito por causa da incessante crise, que se colou, mais forte que lapa na rocha, a este rectângulo, sou a trazer uma palavra de ESPERANÇA.

Poderão dizer, que mais um se atreveu a lançar palavras ao vento, porque dada a situação em que nos encontramos já pouco há a fazer, para reverter a situação.

Nesse caso sou compelido, a discordar. Nós temos sempre uma palavra. Cada um de nós pode sempre inverter o que quer que seja, basta, ACREDITAR. Depois, traçar metas, trabalhar, esforçar-se e certamente ao fim de algum tempo, veremos que afinal aquilo que parecia impossível, talvez não o seja.

Quero dar dois exemplos recentes, ambos do mundo do futebol (mas poderia ter como base outras áreas), por serem bastante demonstrativos da vontade de ACREDITAR, demonstrada pelos seus treinadores. Quem alguma vez, julgaria que o Sporting de Braga, conseguiria levar de vencida, da forma brilhante como o fez e por duas vezes a poderosa equipa do Sevilha (que ocupa a sétima posição no ranking da UEFA) e, o Sporting, poder ter passado à fase de grupos da Liga Europa?

Ambos conseguiram. E, Porquê? Porque pelo menos ambos os treinadores ACREDITARAM. Demonstraram-no bem antes das respectivas partidas decisivas, quando uma grande parte desconfiava que tal viesse a suceder. Demonstraram-no tão bem, que inclusive eu, passei a ACREDITAR que seria possível. Depois, contagiaram os seus pupilos, com esta força de ACREDITAR, trabalharam para tal, esforçaram-se e conseguiram.

Bem sei, que muitas vezes ACREDITAR, mesmo com trabalho e esforço não chega, mas uma coisa é bem verdade, sem ACREDITAR, é que não se consegue nada, absolutamente nada.

ACREDITAR, ACREDITAR … ACREDITAR, sempre.

p.s 1 – A acompanhar, ainda um outro exemplo da vontade de ACREDITAR, as dos Mineiros Chilenos, “encurralados”, no interior de uma Mina. Só esta vontade de ACREDITAR (a que se junta trabalho e esforço), quer dos que estão a tentar retirá-los e dos próprios mineiros, pode salvar estes homens.

p.s 2 - Como tenho vindo a referir, atendendo ao pouco tempo que me sobra livre, não tenho nos últimos tempos dado ao PALAVRAS SEM JEITO, a atenção de que gostaria. Ainda assim, este blog, continua bem vivo, pelo que vou tentar ter uma presença mais assídua ainda que, com menor profundidade no que à abordagem dos temas diz respeito.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

OBRIGADO, FILHA.

Como sabem, não tenho por hábito trazer para o PALAVRAS SEM JEITO, situações referentes à minha vida pessoal.

A excepção impõe-se quando anualmente recebo a prenda de anos, da minha Filha.

Sou a compartilhar convosco.



OBRIGADO, FILHA.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

UM ANO DE PALAVRAS SEM JEITO

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Faz hoje precisamente um ano que nasceu o PALAVRAS SEM JEITO,
com o seguinte texto:

Palavras Sem Jeito,

sem jeito para as Ordenar, dar Significado, Intenção,
ou até mesmo Valor,
apenas,

PALAVRAS.

Palavras,
lançadas à net...


A todos, amigas e amigos do PALAVRAS SEM JEITO, por este ano

MUITO, MUITO OBRIGADO.

domingo, 11 de julho de 2010

PEQUENEZ

Van Gogh

Nunca senti tanto como nas duas últimas semanas, a pequenez no mais recôndito e miserável sentido da palavra, em que se tornou o pensar e o agir de uma boa parte dos portugueses.

Mentiria se dissesse que não tenho vindo a sentir em crescendo este “fenómeno” de há uns anos a esta parte, porém, jamais vislumbrei que a decadência de SER, de parte do nosso povo poderia chegar a um fim de linha, tão paupérrimo e, a culpa não é da famigerada crise, ou por outra, é da crise, mas da crise de valores.

Como é que é possível que:
- não se entenda nos dias de hoje que a Educação, é um bem tão essencial, como alimentar o corpo e respirar.
- se troque a capacidade de um futuro profissional, por formações vazias de âmago, assentes na frivolidade, tão ao jeito de episódios telenovelísticos, que umas tantas televisões nos teimam em impingir.
- para se obter uma determinada vantagem sobre outrem, vale mentir, enganar, obrigando outros por consequência e involuntariamente a fazer o mesmo.

- enfim, como é que é possível, como é que é possível…

Esperemos que o novo povo e particularmente os nossos jovens (lido até aos 40 anos), entendam que o sermos um país pequeno, é muito diferente de sermos um país de pequenez.

terça-feira, 29 de junho de 2010

FELICITACIONES ESPAÑA


Acabou. Ficou provado que os Portugueses já não têm qualquer habilidade no manejo da pá de padeiro.

A nau não foi longe, naufragou .

Os designados Navegadores, prostraram-se completamente ante a mestria do Futebol Espanhol. Custa reconhecer, mas a Espanha, foi melhor, muito melhor que Portugal. Seria injustiça se Portugal ganhasse.

Parabéns Espanha.

VIVA O BRASIL.


Melhor assim.

Acabou a festa e o “engodo”.

É tempo de cair na realidade, pensar-mos na nossa vida e no país com clareza, COM MUITA CLAREZA e TOMAR ATITUDE.

domingo, 27 de junho de 2010

ESPAÑA NUESTRA ...

Foto: retirada da Internet / Sem indicação do autor

Depois de mais noticias pouco encorajadoras, sobre a Economia Portuguesa e Europeia, com todas as consequências que isso vai acarretar a breve e médio trecho, eis-nos que vamos iniciar uma semana com outros condimentos na Península Ibérica.

Primeiro e na próxima terça-feira, por terras da África do Sul, na “bem abençoada” Cidade do Cabo, para os Portugueses, os nossos Navegadores, imbuídos da garra Lusitana, vão tentar levar de vencida a selecção de Vicente Del Bosque.

A Espanha como sempre e em qualquer sector no duelo ibérico, é teoricamente a aposta para sair a vencer, só que, diz-nos a nossa história e a deles, que em momentos decisivos e cruciais, a alma portuguesa transfigura-se e eleva-se a um patamar que inebria e ofusca a sobranceria Castelhana, levando-os a saborear a dor da derrota no seu orgulho despropositado e sem nexo.

No dia seguinte é a vez de outro duelo. Um duelo com outros contornos, muito mais importante. Dele irão depender, a forma com uma das grandes empresas nacionais se vai posicionar no mercado brasileiro e, quiçá no próprio território Nacional. Mas, representa muito mais do que isso, sem que a grande maioria dos portugueses o tenha entendido. Representa a forma como nos tempos modernos Portugal e os Portugueses, conseguirão “coagular” o princípio da investida económica de Espanha visando paulatinamente o controle da capacidade decisiva Nacional. Numa vitória de Madrid, seguir-se-ão inevitavelmente outras empresas de topo portuguesas.
Em ambas as contendas, vamos ver se os Portugueses ainda têm jeito, capacidade e força para pegar numa pá de forno.

domingo, 13 de junho de 2010

BAFANA BAFANA - SOUTH AFRICA

Cidade do Cabo /Cape Town - Foto retirada da Internet / Sem indicação do autor

Aí está o Mundial de Futebol. A bola já começou a rodar para gáudio dos milhões de amantes da bola em todo o mundo, e nos quais me incluo (pena tenho apenas de não o poder seguir como queria).

A primeira grande palavra sobre este mundial, vai para os jornalistas portugueses, que quanto a mim estão a realizar um excelente trabalho, não apenas no campo desportivo, mas principalmente por nos irem mostrando os cantos e recantos dessa África, que um dia os Portugueses ousaram pisar, após terem derrotado o mítico Adamastor.

A segunda, vai para a África do Sul, que contra um chorrilho de maledicentes e pese embora, a sua estrutura social ser potencialmente explosivo, tem feito um esforço e conseguido de certa forma, pelo menos até hoje, mostrar que valeu a pena a FIFA ter levado o Mundial até África.

A terceira, para a comunidade Portuguesa na África do Sul, que nos faz entender bastante bem, o significado da expressão “esse imenso Portugal”.

A quarta, para a selecção de Moçambique e dos seus adeptos, que mostraram enorme fair-play, e, vincadamente o sentimento da portugalidade.

E todos as outras palavras, irão se o merecerem para os Navegadores. Esperemos.

Bafana Bafana, ou como se diz em português do Brasil, “Moleque Moleque”, outrora, muito antes da bola girar, viram um punhado de homens, chegados numas “casquitas” de madeira, cumprir um sonho…um sonho impensável, fruto do crer, do trabalho, da dedicação e da fé, oxalá no rectângulo verde, os Bafana Bafana possam ser testemunhas de um outro sonho, que Portugal quer.

VIVA PORTUGAL.

P.s. – A expressão “Bafana Bafana”, diz respeito à forma como é conhecida a selecção Sul Africana de Futebol.

terça-feira, 1 de junho de 2010

BEM HAJAM


Foto: Imagem retirada da Internet/Sem indicação do autor


PARA TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO, UM GRANDE, GRANDE, GRANDE, GRANDE, GRANDE,... BEM HAJAM

domingo, 30 de maio de 2010

CRISIS

Foto: Retirada da Internet /Sem indicação do autor
Se alguma coisa esta crise que estamos a viver trouxe de bom, é o facto de nos colocar a meditar, sobre que pressupostos está assente a nossa Sociedade.

Muitos dizem que é chegado o fim do capitalismo (tal como o conhecemos e concebemos na Europa), argumentando que é necessário refundar os valores essenciais do Socialismo. Outros, defendem que é crucial que o Estado tenha apenas um papel de regulação e monitorização nos mais variados sectores. Há ainda os que não concebem nem uma coisa nem outra, mas que também não conseguem definir que princípios essenciais devem nortear o que advogam. Depois há ainda a multiplicidade de variâncias respeitantes a cada uma das “teses” argumentativas básicas acima descritas.

A verdade, é que a verdade nunca é única. Na verdade existem várias nuances, que levam a que jamais se consiga conceber, um principio regedor de uma sociedade, que, seja JUSTA.

Que justiça existe quando se educa uma Sociedade, apenas para o vector competitivo, tornando-a numa máquina constante, de apresentar números que versam o aumento produtivo, custe o que custar, esquecendo os valores mais importantes de cada ser humano, assentes na sua dimensão Emocional e Espiritual.

Por seu lado também, que Justiça existe quando o esforço, trabalho e dedicação, feitos por uns, têm devido à sua maior produtividade, de alimentar os vícios de outros, que mais não fazem do que destilar a inveja, adorar a preguiça e idolatrar a chulice.

A crise, esta crise, muito para além de ser económica e financeira, tem a montante, princípios elementares, que de justiça nada têm. Assim sendo, não consigo conceber que se consiga dar a volta ao texto, sem que esses princípios venham a versar, JUSTIÇA.

P.S - Bom, se calhar estou enganado, basta sempre termos em Portugal, um concerto da Miley Cyrus e a Crise, essa já era, a fazer fé no valor de 232 Euros que ouvi numa rádio, terem sido dispendidos por uma família para assistir ao concerto da Moça.
VIVA PORTUGAL.

domingo, 23 de maio de 2010

SPECIAL ONE / IL SPECIALE / EL ESPECIAL


Para quem gosta de Futebol, é incontornável não falar do Treinador Português José Mourinho.

Sem qualquer endeusamento, adoração ou mito, pois não sou pessoa que dê para essa causa, sou todavia compelido, a ter de assinalar no PALAVRAS SEM JEITO a brilhante carreira Internacional de Mourinho, sob pena de não reportar no blog, o feito até agora alcançado do melhor Treinador Português de sempre e muito provavelmente o melhor Treinador do Mundo na actualidade.
Goste-se ou não, do estilo, da forma, do jeito, da linguagem ou da atitude de Mourinho, a verdade é que como diz o povo “contra factos não há argumentos”, e o argumento do Treinador Português não poderia ser mais fatal para os críticos e adversários.
Refira-se porém, e isso deve ser salientado, que as vitórias alcançadas não surgiram de geração espontânea, mas, de trabalho, esforço e dedicação, alicerçados em saber, que por sua vez tiveram como génese trabalho, esforço e dedicação.
Numa altura em que, como alguns dizem “o Mundo mudou muito nas últimas 3 semanas,”seria bom que em vez de olharem atarantados para esse mundo em mudança, seguissem as pisadas de Mourinho, e, obtivessem para os portugueses o mesmo sentido de êxito, pelo que, seguir o que refere o parágrafo anterior, devia ser o hábito e não a excepção.
Lamento apenas, que Portugal não tenha mais Mourinhos, incluindo eu. De qualquer das formas, queira-se ou não, a façanha de Mourinho e de outros Portugueses, muitos dos quais desconhecidos, deveria no momento difícil que Portugal está a atravessar, ser a locomotiva inspiradora para os Portugueses e, de uma vez por todas, todos, entendermos que é possível dar a volta por cima. Assim Queiramos.

sábado, 15 de maio de 2010

ALIMENTAÇÃO / NUTRIÇÃO

Foto: retirada da Internet e transformada - sem indicação do autor

Alimentação é o acto voluntário de ingestão de alimentos por parte do indivíduo, sendo que, se este pouco se preocupar com a sua nutrição, ingerirá alimentos que aparentemente lhe saciam a fome, mas não produzem os nutrientes básicos (principalmente os essenciais, que não são sintetizados pelo organismo), levando a debilidades várias, consoante os nutrientes em falta.

Acresce ainda o facto de o individuo, poder estar igualmente a fazer uma Alimentação abundante (lida no sentido de excesso, face às necessidades do organismo), que conduzirá à absorção de diversos nutrientes, como glícidos, lípidos e sais minerais como o Na, que se irão acumular no organismo, levando ao desgaste e/ou falência de determinadas estruturas e consequentemente à doença e a prazo, nalguns casos à morte, como por exemplo nos designados enfartes.

No sentido de cada organismo absorver os nutrientes, particularmente os essenciais, à manutenção da composição corporal desejada e manter a energia suficiente para a capacidade de trabalho físico e mental, sem criar qualquer tipo de debilidade ao organismo, o individuo, deverá ter em conta os alimentos que ingere, praticando uma alimentação saudável, ou seja, uma dieta variada tendo em conta as doses que devem ser ingeridas de alimentos comprovadamente saudáveis.

Em suma, Alimentação é diferente de Nutrição, sendo que a Nutrição depende directamente daquilo que for a Alimentação, havendo uma relação directa entre ambos. Uma Boa Alimentação produz uma boa nutrição – absorção suficiente dos nutrientes que o organismo necessita – uma má Alimentação (em excesso ou defeito) produz uma nutrição deficiente porque os nutrientes não estavam presentes, ou estavam em excesso, nos alimentos ingeridos.

Nota: Alimentação em defeito (lida como escassez de alimentos) – produz nutrição deficiente porque os nutrientes não estavam presentes nos alimentos.
Alimentação em excesso (lida como ingestão de muitos alimentos, mas dieta pouco variada) – produz nutrição deficiente, porque uns nutrientes não estão presentes e outros estão em excesso.

p.s - Como certamente já repararam, não tenho conseguido dispôr do tempo que desejaria, para continuar pelo menos com a mesma profusão de textos que era habitual, aqui no PALAVRA SEM JEITO, tudo devendo-se ao facto de eu considerar, que nunca é tempo de enveredarmos por outras alternativas de conhecimento, na nossa vida.

Por isso mesmo resolvi, partilhar convosco, alguns textos referentes a essa minha outra "ocupação", situação, que colocarei a espaços, sendo este post, um exemplo disso.

domingo, 2 de maio de 2010

BRASIL: REVISTA "TIME" DÁ RAZÃO AO PALAVRAS SEM JEITO


Desde Janeiro que o PALAVRAS SEM JEITO, tem vindo a fazer Posts, onde destaca a cada vez maior influência do Brasil e de Lula da Silva, no panorama Internacional.

É obviamente com grande alegria que o PALAVRAS SEM JEITO, vê o corolário do seu pensamento igualmente expresso, numa das maiores e mais influente edições do mundo.

A revista Time, acabou de considerar, o Presidente do Brasil como o líder mais influente no Mundo em 2010.

Continuaremos aqui, no PALAVRAS SEM JEITO, a reflectir sobre o Brasil, pois, este terá no presente século um papel preponderante e imprescindível, no panorama Mundial, sendo que só agora começa apenas a despertar a força do gigante adormecido.
Parabéns Brasil.

P.S. – brevemente colocarei um Post, que reflecte o que poderia ser uma união económica entre Portugal, Espanha, os Palops e a América Hispânica.

domingo, 25 de abril de 2010

ABRIL, QUE ABRIL?

Foto: retirada da internet / sem indicação do autor

Recordo na minha memória, há uns anos atrás que alguns políticos e não só, não se calavam com a frase “As Portas que Abril abriu.” (porque hoje acredito terem mais dificuldades em dizê-lo).
Reportar-se-iam certamente, às portas que Abril abriu a uma série de predestinado da nação, que se colaram ao regime com maior poder de sucção do que as lapas na rocha, sugando esta velha nação, até das entranhas mais putrefactas, apetecendo-me se tivesse boa voz, cantar “eles comem tudo e não deixam nada.”

Obviamente e isso é um facto indiscutível, Portugal, não poderia continuar sobre as garras de um estado, onde a liberdade de expressão e outros direitos básicos dos cidadãos fossem quotidianamente atropelados. Tempo de mais esteve Salazar e os seus apaniguados no poder.

Tenho para comigo atendendo à pressão e dinâmica Internacional, à forma de pensar de Marcelo Caetano, que se não houvesse o 25 de Abril, a questão da passagem de Portugal para outro regime político, estaria para breve. Marcelo não aguentaria muito mais tempo. Houve, quem se apercebesse disso e antes que fosse tarde… Facto indiscutível, e a confirmá-lo está o 25 de Novembro, que evidência claramente que nem todos os que se predispuseram a fazer o 25 de Abril, o fizeram inocentemente.

Pergunto igualmente em que estado está a famosa política dos 3 D.

Descolonizar – processo vergonhoso, revoltante e desastrado, em que Portugal, não soube salvaguardar os interesses dos seus filhos, deixando-os praticamente à mercê da sua sorte.

Desenvolvimento – depende da forma como se olham para os números, mas se não tivesse havido um 25 de Novembro provavelmente este item, seria da mesma ordem de grandeza dos que existem em países que são uma referência nesse capítulo, a Coreia do Norte e a tão espectacular tierra de Habana.

Democracia – bom, existe de facto, mas em que moldes e conteúdos.

Resta-me apenas uma palavra de apreço, para todos aqueles que foram protagonistas do 25 de Abril e, o fizeram sem terem em mente qualquer tipo de interesse e, acreditando piamente que o povo Português seria o grande beneficiário. Esses merecem-me todo o respeito. Uma palavra de homenagem aos bravos de Novembro, que mandaram para as urtigas os planos de muita boa gente.

O tempo é sempre o grande decisor. Heróis de ontem, podem muito bem vir a ser gente “non grata” no futuro.

Já estamos a ver o que o tempo diz, vamos ver o que dirá.

P.S – Contribui há uns anos, como poucos em Portugal, para uma discussão séria e responsável sobre Abril, tendo permitido, que os principais líderes políticos da altura, expusessem claramente os seus pensamentos sobre o tema. Basta consultar os Jornais da altura.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

CIDINHA CAMPOS A PRESIDENTE DO BRASIL




http://www.youtube.com/watch?v=q21rM03_R18

Como sabem o "PALAVRAS SEM JEITO", não tem sido um veículo muito voltado para as questões de natureza política de forma específica, tratando-as através de uma abordagem simplista e lata.

E, para já é assim que quer continuar a actuar.

Abre hoje uma ligeiríssima excepção, para falar da deputada Brasileira, Estadual Cidinha Campos, que em plena Assembleia disse o que lhe vinha na alma, a propósito da atitude de alguns políticos.

Não quero nem me interessa discutir a forma como o fez.

A verdade é que teve coragem para dizer aquilo que noutras partes do mundo, muitos sabem dos seus políticos, mas acobardam-se.

Não me interessa qual é a ideologia política da deputada, embora saiba que pertence ao PDT, isso não é o mais importante, o importante é a ousadia e a forma destemida, como pôs a classe política, à qual pertence, em xeque.

Não me quero alongar mais, porque, as imagens falam por si.

Lanço apenas um repto ao Brasil. Cidinha Campos a Presidente da República.

A Portugal, tenha sido ou não a forma de actuação da deputada a mais eloquente, sejam de esquerda ou direita, que falta faz uma Cidinha Campos em São Bento.

terça-feira, 6 de abril de 2010

MULHER versus HOMEM - DIVERSIDADE CULTURAL

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

A Propósito do post que coloquei sobre o Dia Internacional da Mulher, perguntou Vera Y. Silva se seria a diversidade cultural um fenómeno mais acentuado nas mulheres do que nos homens?
Respondi-lhe na altura que nunca tinha pensado sobre o assunto e que, não lhe conseguia responder.

Quero voltar ao tema, porque escusadamente não necessito de enumerar os variadíssimos argumentos que o tornam interessante.

Não é que já possua grandes ou até mesmo apenas conhecimentos sobre o assunto (sou completamente leigo), todavia considero que de facto, a diversidade cultural é um fenómeno mais acentuado (ainda que ligeiro) nas mulheres do que nos homens, mas talvez, em vias de esbatimento relativamente às matrizes culturais dos Povos, em consequência da globalização, pelo menos nas sociedades ditas mais ocidentalizadas.

Baseio o meu fundamento em dois pilares, reconhecendo contudo, que este assunto tem uma abrangência tão vasta, que os mesmos se tornam quase ridiculamente sem importância. Porém, penso serem aqueles que em meu entender pesam, na decisão que considerei.

São eles:
1 – A submissão forçada (ou voluntária) que levou a mulher a manter o que para o grupo, seria o padrão e valores a salvaguardar, de forma mais fiel (não quer dizer que fosse a mais correcta e justa para a mulher. Na maioria das vezes nem era ou ainda é.);
2 – A maior progressão do homem por outros territórios, em particular com o sentido de fazer negócio, pode ter contribuído para uma aculturação ligeira, mas substancial para marcar o afastamento cultural genuíno do grupo, relativamente à mulher.

Em termos de desafio cabe agora aos leitores do “PALAVRAS SEM JEITO”, se assim o entenderem, continuarem a “debater” o tema.

O Mote ficou dado.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GUINÉ-BISSAU / A SENDA DO COSTUME

Amilcar Cabral
Foto retirada da Internet / Sem indicação do Autor

Faz-me alguma confusão, mas admito tratar-se de incapacidade minha em compreender, que determinados países onde se impunha uma maior estabilidade política, assente obviamente no preceito democrático tal como o conhecemos no Ocidente, se envolvam constantemente e de forma reiterado em atropelos, muitos dos quais violentos, ao poder ditado pela mão do Povo.

Bem sei, que em “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, porém, não é com atitudes simplistas, de ocupação do poder pelo valor das armas que se consegue obter, o tão apetecível e necessário “Pão”. É pela honestidade de quem governa, pelo trabalho, pela dedicação e pelo esforço individual e colectivo, que se consegue inverter o rumo de qualquer país, pelo menos, eu assim penso… mas, admito mais uma vez ter um QI tão deprimentemente baixo que me impeça de ver com razoabilidade aquilo que outros vêem como a pílula da salvação milagrosa de um país. Ou, estarei a evocar-me e quereria antes dizer “a pílula da Salvação milagrosa do seu bolso.”

Partindo do princípio que queria dizer a última frase, pelo que a minha memória tem alcançado, salvo raras excepções nos últimos anos, os brilhantes autores de tais proezas, não chegam a ter tempo de “vincar/moldar” o trono, porque outras tantas mentes esplendorosas, não resistem ao teorema de “se tu pudeste, eu também posso”.

Sem mais argumentos, vem tudo isto a propósito de novas conturbações de ordem político-militar (se assim se podem chamar), de que foi alvo mais uma vez a Guiné-Bissau.

Dir-me-ão, que não conhecerei África, a sua cultura e a forma de pensar das suas gentes, responderei, que talvez. Dir-me-ão que o que se passa, não é mais do que uma normalidade inerente à forma de pensar e estar na vida dos Guineenses, Digo que pode até ser. Mas digo mais, digo que o povo comum não merece o resultado directo ou indirecto destas contendas, porque e “sem poeira para os olhos”, eles acontecem, ou não seja a Guiné-Bissau é um dos mais pobres países do Mundo. (Há, já sei, não há problema, existe um culpado, de nome “Danos Colaterais – leia-se Povo”, portanto está tudo desculpado.)

E, aventuro-me a dizer mais, sinto que o esforço que todos fazemos através dos nossos impostos, com as ajudas que Portugal dá à Guiné-Bissau, não podem nem devem servir para que uns tantos se “divirtam”, aos “tirinhos”.

Para o Povo da Guiné-Bissau um bem haja, coragem, determinação, força e acreditem, são vocês e, apenas vocês, que podem dar um rumo justo, pacífico e na senda do progresso do vosso país, para que um dia os vossos filhos se orgulhem de vós.

SANTA PÁSCOA


A TODOS UMA SANTA PÁSCOA, COM AMOR , CARINHO E PAZ.

domingo, 21 de março de 2010

LIMPAR PORTUGAL



Embora sabendo que a Iniciativa “Limpar Portugal”, não seja uma ideia inédita, foi importada da Estónia, sou a “tirar o meu chapéu”, e a agradecer profundamente ao mentor e dinamizador da sua implementação em Portugal.

Sou igualmente a reconhecer valor, mérito, espírito de comunidade e cidadania e acima de tudo, o amor imenso que demonstraram pelo seu país, todos aqueles que voluntariamente “arregaçaram as mangas”, pegaram em si e foram imbuídos da missão de deixar Portugal mais limpo, asseado e onde ainda, vá dando gosto viver.

Esta é a parte boa da história.

Mas existe nesta história outra parte, a parte de uma série de portugueses, cujo pendor nobilíssimo anda entre o javardo puro (sem ofensa ao animal) e o estúpido idiota, com laivos de nojentisse armados em donos do planeta, que arrogantemente e privilegiando apenas a matriz capitalista, consideram poder transformar e colocar na Natureza, tudo aquilo que os seus cérebros torrados de visões ordinárias de obtenção de lucro, lhe dita.

Ignoram tais personagens, que tal como todos os seres viventes, nascem, vivem e morrem. Por outras palavras, o Planeta onde nasceram não lhes pertence. Não é propriedade sua. É sim, um espaço que utilizam. É um legado para as gerações vindouras.

Quero crer, embora saiba que estou a ser hipócrita, que com este dia de “Limpar Portugal”, todos aprenderam a lição e jamais, necessitaremos de um dia igual.

Seja como for, foi uma iniciativa importante, útil e, tenho a certeza que muitos pensarão duas vezes antes de depositarem lixo, para onde quer que seja. Embora a memória seja curta.

PARABÉNS A TODOS OS QUE SE ENVOLVERAM NESTA INICIATIVA.
PORTUGAL FICOU MAIS BONITO E AGRADECE.

domingo, 14 de março de 2010

IGNORANTEMENTE ...AS NOSSAS CAPACIDADES


Como todos já repararam, apenas consigo colocar um post de semana a semana (normalmente ao Domingo), altura em que dou uma volta por outros blogs que já considero amigos, deixando o meu comentário.

Acontece porém, que o Ser Humano, é algo dificilmente definível (provavelmente até mesmo indefinível) e enormemente indecifrável, em todas as suas componentes que o constituem. Embora neste momento disponha de um sem número de assuntos que tenciono abordar, a verdade é que, tanto a nível físico com psicológico, o meu “SER” impiedosamente ditou, ao mesmo estilo da Coreia do Norte e outros regimes de inteligência similar (contra minha vontade), que estava expressamente proibido de o fazer, até encontrar as mínimas condições de escrita e pensamento, que não venham a envergonhar o “PALAVRAS SEM JEITO.”

Ignorantemente julgamos dominar as nossas capacidades ou por orgulho ou por necessidade, só que, cada organismo tem as suas limitações e quando estas atingem um determinado limite, obviamente que a resposta lógica é sempre, inversamente proporcional àquilo que tencionávamos.

Se não puder antes, no próximo Fim de Semana, estou de volta (assim espero).

A TODOS UM GRANDE ABRAÇO.

segunda-feira, 8 de março de 2010

DESCALÇA VAI PARA A FONTE










Fotos: retiradas da internet / Sem indicação dos Autores
No Dia Internacional da Mulher.
A TODAS AS MULHERES DO MUNDO.

Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
Vai formosa, e não segura.

Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de camalote;
Traz uma vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.

Vai formosa, e não segura.
Descobre uma touca a garganta,
Cabelos de ouro entraçado,
Fita de cor encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à formosura.
Vai formosa, e não segura

Luís Vaz de Camões

domingo, 28 de fevereiro de 2010

EM PORTUGAL, PROTEGE O ESTADO AS VÍTIMAS OU OS criminosos?

Foto: retirada da Internet / sem indicação do autor
"Chegámos ao limite."
"Nunca Portugal viveu uma onda de criminalidade como a que estamos a viver."
"A brutalidade e a violência empregue pelos bandidos não cessa de aumentar."
"Onde está o país de brandos costumes? "
As frases não são minhas. Ilustram o país que de brando passou a território de Medo e Insegurança .


Hoje em Portugal vive-se a ditadura do medo, da desconfiança, da Insegurança. Todos, ou quase todos, já sentimos de perto, este flagelo.

Obviamente que sempre houve criminalidade. Sempre, mas nunca nos moldes e formatos que há cerca de cinco a seis anos, e de forma cada vez mais assustadora e crescente, aflige Portugal.

Aos portugueses não interessa já saber qual é a génese deste aumento da Insegurança. Interessa apenas uma coisa, ter um Estado que verdadeiramente os saiba proteger. E, é sentimento geral que essa protecção praticamente é mera miragem.

Acontece que, muita gente (ao qual eu julgo também pertencer) que outrora era imbuída de um sentir humanista e, abominava a Pena de Morte e outras práticas, mas não uma justiça que pugnasse por ser justa, caminha agora desamparado da sua crença, e, começa a anuir que a ineficácia do poder judicial em punir o que deve ser punido, leva a breve trecho à vitória dos puristas da Pena de Morte e práticas repressivas altamente violentas.

Urge que, quem tem o poder, ENTENDA, que o País exige para ONTEM:
- Leis justas que penalizem o crime e, não o travestem deixando os criminosos soberbamente “a gozar” dos cidadãos de quem abusaram e das autoridades que os tentaram deter.
- Que o Estado não pode alimentar com quaisquer tipo de subsídios uma cambada de parasitas, que assim o deseja ser para ter mais tempo para o crime.
- Que nem todos os crimes exigem prisão, mas muitos certamente terão um efeito correctivo maior, se os criminosos forem obrigados a repor com trabalho, em prol das vitimas ou da comunidade, os prejuízos causados.
- Que há determinados grupos (e deixem-se de gritar aos sete ventos que se trata de preconceito, xenofobia, racismo, etnicismo, ou o quer que seja, pois contra facto não há argumentos) que devem num primeiro momento imediato ser vigiados, num segundo momento ser integrados.

A terminar, apenas quero frisar que sou solidário com o esforço da forças de segurança, mas não com um tal de legislador nem com a magistratura judiciária, quando vejo determinadas sentenças que aplicam.

P.S. – para que conste, nas últimas três semanas a casa dos meus pais foi assaltada uma vez, tendo numa segunda tentativa ocorrido uma abortagem de assaltado por intervenção directa da minha mãe e do meu pai. E é uma casa modesta, imaginem se não fosse. Igual sorte tiveram outras casas da aldeia. As autoridades até desconfiam quem seja…mas?
Deixo uma pergunta.
Em Portugal, protege o Estado as VÍTIMAS ou os criminosos?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

JARDIM DE PORTUGAL

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Este não era o post que eu queria fazer. Não… não queria mesmo.

Em primeiro, incumbe-me reverência perante todos os meus concidadãos que perderam no sábado a vida na Madeira, depois, devo um sentimento de pesar para com todos os madeirenses vítimas dessa malfadada tragédia.

Disse no último post que, não era tempo para a crítica. Disse e volto a dizer. Eu não a fiz no Sábado, nem o farei hoje.

Considero que os possíveis motivos de crítica, se tornam verdadeiramente incipientes perante a pesada factura que foi paga pelo povo da Madeira, sejam eles um simples cidadão ou o mais reputado dos governantes e, porque estou totalmente convencido, que na reconstrução que se segue, vai haver um outro olhar e postura. Não quero com isto dizer, que não percebi rapidamente, que a causas naturais, alicerçadas numa precipitação atípica, na orografia da ilha e na composição dos seus solos, se associaram erros de Ordenamento e Gestão do Território, tornando quase ou praticamente inevitável a tragédia.

Quero antes, frisar a resposta célere, eficaz e assertiva que tem vindo a ser dada a uma tragédia desta natureza por parte das Autoridades Locais e Nacionais.
Quero igualmente manifestar a minha surpresa, perante a serenidade, a maturidade e a determinação que têm mostrado, vítimas directas e indirectas (muitas das quais perderam entes queridos), muito diferente daquilo que temos visto noutros cenários de tragédia por esse Mundo fora.

Por fim, quero evidenciar o sentimento de perda e tristeza, manifestamente genuínos, demonstrado pelos Portugueses do Continente, para quem ainda tinha dúvidas, no sentir UNO da nação pátria, Portugal.

E A MADEIRA CONTINUARÁ A SER O JARDIM DE PORTUGAL.

P.S. – Ao escrever este texto e durante estes dias, não pude deixar de lembrar a memória da minha colega de Universidade, madeirense, Carla.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

MADEIRA - FORÇA, CORAGEM E ESPERANÇA.

E, chegou a nossa vez…

Ainda há cerca de um mês assistimos impotentes às imagens de destruição e dor, que nos chegaram do Haiti em consequência de “um golpe da natureza”. Estávamos longe de imaginar que essas mesmas imagens de destruição e dor (ainda que numa outra escala e com outro protagonista), nos bateriam à porta.

Há hoje em cada Português e em Portugal, um sentir de dor e grande pesar.

Para os madeirenses e para a Madeira, desde o Continente, um abraço fraterno e um ecoar profundo de FORÇA, CORAGEM E ESPERANÇA.

P.S. – Voltarei a este tema brevemente, para uma análise mais profunda. Em respeito a todos os que perderam hoje a vida, e, no meio das horas cruciais das operações de socorro, sou a abominar as vozes que já se levantaram, relativamente às diversas culpabilidades para a ocorrência do fenómeno meteorológico e numa fase seguinte o agravar das consequências.
Deixo claro, que é de todo essencial fazer essa discussão.

Não hoje.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

SIM. NÃO.

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

A assumpção clara de que este Blog, é cada vez mais NOSSO e menos MEU, leva-me a dissertar sobre temas, que são colocados por quem visita o PALAVRAS SEM JEITO. Para a visitante “Sarinha”, impunha-se uma reflexão sobre o que encerram as palavras SIM e NÃO.

Numa observação menos atenta e pouco reflectiva, trazer este tema para o blog, parece ser uma minudência, todavia, não é necessário fazer nenhuma tese para rapidamente entendermos, que estas simples palavras de apenas três letras, possuem um peso determinante na nossa vida, ou não seja o nosso percurso de vida, uma súmula de SINS e NÃOS.

Todos somos obrigados a tomar decisões. Em qualquer circunstância, “decisões” implicam sempre uma tomada de posição assente no princípio básico do SIM ou do NÃO.

Em todas as decisões apenas podemos optar por três situações, a saber:
1 – dizer SIM;
2 – dizer NÃO;
3 – dizer SIM ou NÃO, quando a nossa vontade era dizer o oposto.

Nos dois primeiros pressupostos, não existem interferências externas ou factores limitativos, que nos obrigam a condicionar a nossa resposta. A decisão é tomada de livre vontade, embora, nem sempre de forma totalmente assertiva, por óbvias limitações humanas na capacidade de previsibilidade relativamente a um acontecimento futuro.

No terceiro pressuposto, a nossa vontade é literalmente rejeitada, por nós próprios, devido a condicionalismos que nos obrigam a tomar uma posição diferente daquela que na realidade queríamos. Esses condicionalismos têm múltiplas origens, assentando na nossa dependência económica, social, intelectual, psíquica, sentimental e até física perante outrem.

Se nalguns casos a nossa dependência é de tal forma latente que, pouco ou muito pouco, pudemos ousar fazer para actuarmos de forma diferente (ou pelo menos tentarmos ir criando paulatinamente condições para que isso aconteça), sob pena de atendendo à nossa força sermos subjugados de uma forma quase definitiva, noutras há, que esses condicionalismos só o são devido à nossa covardia.

SIM. NÃO.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

SOMOS PORTUGUESES

Foto: Retirada da Internet / Sem indicação do autor
“Andamos em baixo e por baixo”. Uma grande, muito grande maioria dos Portugueses, responderia, não tenho dúvidas, desta forma se lhes fosse perguntado, qual o estado actual do país e dos próprios.

Há senda, os mesmos problemas de sempre, agravados pela crise (ou pseudo crise, ainda não percebi, engendrada pelo grande capital internacional), o contínuo pesadelo do défice e agora, o galopar vertiginoso da Insegurança (grandemente atribuído a cidadãos da Europa de Leste e Brasil). E, nem para aliviar algum nível depressivo, o estado do tempo para isso contribui, não vendo jeitos de voltarmos a ver o “nosso Sol”.

“Somos Portugueses”.

Somos um país pequeno, difícil de entendermos muita coisa, sem uma grande capacidade organizativa (pelos menos nos cânones nórdicos), burocratas, entre muitas outras características Lusas, que todos sabemos serem castradoras ao nosso desenvolvimento.

Mas, temos aquilo que provavelmente nenhum outro país do mundo tem. UMA HISTÓRIA DE ORGULHO. Que país do Mundo com a dimensão e o número de habitantes de Portugal, conseguiu o feito dos Portugueses.

Somos um país que deve o respeito de todos os outros. Que país do Mundo conseguiu um relacionamento tão profundo, em simultâneo com África, com a América, com os grandes colossos da Ásia (China, Índia, Japão e Indonésia) e um pouco com todo o resto do Mundo.
Quantos podem referir isso?

Que país atendendo mais uma vez à sua dimensão e população se pode arrogar de ter gente sua, nos mais vastos e diversos lugares de decisão, investigação, economia ou outros, no mundo.

Na verdade somos um país pequeno, mas “jogamos” na mesma área de influência dos grandes e por isso, por exemplo comparem-nos com a Grécia é um grande dislate, só pronunciado por algum tolo de circunstância.

Não servem estes argumentos para mudar o nosso curso presente, mas servem para entendermos que os Portugueses não são uma gente qualquer. São gente que quando quer, tem na sua genética a capacidade de reverter dificuldades em oportunidades que se tornam sucesso.

Somos Portugueses”. Mãos à obra.

P.S. – tem por objectivo este post, num momento muito complicado da nação, servir de alento aos Portugueses que o lerem.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

BRASIL ... NOVA ORDEM MUNDIAL


Escrevi recentemente num Post, que considerava o melhor de 2009 (a nível Externo), a influência cada vez maior que o Brasil vem tendo na senda Internacional, pelas mãos de Lula da Silva.
Esse esforço encetado pelo Brasil é notório, com a tentativa de “impor” uma posição de maior destaque em determinadas políticas Internacionais, em particular na designada América Latina.
Embora se vejam timidamente alguns resultados, a verdade é que o Brasil, praticamente não conta, aquando da determinação de políticas de cariz global, e, considero, que seria importante para um melhor equilíbrio geopolítico mundial que o país do Samba e Futebol tivesse esse maior peso internacional.

Torna-se quase incompreensível como um nação com a dimensão e a riqueza do Brasil, não apareça aos olhos do Mundo como um país a ter em conta. Como não seja na América um outro pólo da balança (não necessitando de ter políticas diferenciadas, nem de hostilidade), que contrabalance com os Estados Unidos e no Mundo com a Índia, China entre outros.

O Brasil tem todas as potencialidades, para passar a ser um país cuja voz, tenha eco profundo no Mundo e, não se dilua apenas como sendo o país do Samba, Carnaval e Futebol, ou por motivos menos dignificantes, como o país da criminalidade, das favelas e da prostituição.

Depende apenas dos Brasileiros (melhor organização interna), do seu querer e da sua vontade de terem um lugar no mundo, que, em meu entender, acabaria por equilibrar as várias tendências políticas mundiais, tendo como resultado directo, a criação de uma nova ordem mundial, com resultados que acredito, seriam muito benéficos a todos.

Espero que o Brasil saiba conquistar o espaço, em que, se deve movimentar.

p.s. - Dentro de algumas semanas colocarei um Post, sobre a Relação Portugal/ Brasil/ África em particular, Angola.

domingo, 31 de janeiro de 2010

SENSO ... DESÍGNIOS HUMANOS


Estudo de Salvador Dali

Sendo que apenas consigo colocar um Post de semana a semana, na hora de escrever, tenho sempre uma série de assuntos e, obrigatoriamente tenho de optar por um.

Surge toda esta conversa pelo facto, de ter mudado a ideia base, do que pretendia escrever, em virtude das imagens que foram publicadas no Facebook, referentes a atitudes comportamentais de médicos de Porto Rico a actuar no cenário de catástrofe do Haiti.

Esclareço já, que não sou consciência de ninguém, nem sou um indivíduo que considere não ser tolerável brincadeiras de descompressão em palcos em que o sentimento humano é a todo o tempo colocado à prova.

Sem ser um discípulo de puritanismo, a frieza, o que transmitem e o âmbito das fotografias é em meu entender demonstrativo de falta de senso e revelador de uma gratuitidade não compatível com o objectivo a que estes profissionais se propuseram.
Para o comum dos mortais, a imagem reflectida de um médico é a de alguém, dotado de inteligência superior, arredado de comportamentos, que já de si não abonam o mais básico e leviano dos ignorantes, quanto mais praticados por estes seres quase divinos. E, na situação presente, o pousar para a fotografia como que celebrando uma ode báquica, induz a uma paupérrima formação de carácter.

Não fazendo um paralelismo directo ao episódio acima descrito, vem a propósito a minha cada vez maior incapacidade, em ler correctamente os desígnios humanos, quando vejo noutros cenários e circunstâncias, uma maioria de determinados doutos a pavonear a sua intelectualidade e, muitas vezes simultaneamente a exibir faustosamente princípios cristãos arrogando-se em imaculados defensores da moral, onde ressalta os chavões, Deus e Família. Pena é que não utilizem a sua sapiência para a ajuda do seu semelhante, considerem de facto os ensinamentos de Deus e, respeitem de verdade, a família, deles e dos outros. São contudo estas personagens amados e prezados por muita gente, devido à sua posição social e capacidade de influência, e, não me estou a referir à classe política.

Acontece, que não tendo já paciência para essas figuras de estilo do saber e dos valores, e pedindo desculpa pela expressão, pois estão “mais cag…. que a mer…” (como se diz aqui pelo Alentejo), prefiro sem demagogia popular privar com o humilde de conhecimentos, mas que na sua grande maioria sabe respeitar e valorizar o homem, em toda a sua dignidade.

domingo, 24 de janeiro de 2010

LÁ JULGAR, JULGUEI.

Desenho retirado da Internet / Sem indicação do autor


Quando se começou a falar em desburocratizar, há uns anos atrás, julguei que finalmente ia-mos ter um país menos preso a “ditames” que em nada são necessários.
Lá julgar, julguei.

O tempo foi passando e infelizmente a patologia burocrática, não teve grandes retrocessos como inclusivamente nalguns casos, incompreensivelmente, ampliou o seu território de domínio, não obstante e reconheço, a vontade em mudar patenteada pelo actual Governo. Contudo, e como é sobejamente sabido, os Governos não controlam a tal figura fantasma que é o legislador, que nunca ninguém sabe quem é.

Porque será Portugal um país entulhado em Burocracia? Só consigo conceber a teoria da Incapacidade Crónica, relativamente à Capacidade Organizativa. Já diziam os Romanos que os Lusitanos “Não se Governam, nem se deixam Governar.”

Como consequência, perde-se dinheiro e tempo.

Tempo esse que podia ser investido noutras tarefas produtivas ou de lazer, veja-se o tempo que se perde de instituição em instituição, valha-nos nalgumas situações a Internet.

E, grave, a Burocracia tem um efeito ampliador no enviesamento da igualdade a direitos universais entre cidadãos, acabando muitas vezes por fomentar o acto corruptível. Não preciso de grandes explicações, para justificar o que escrevi. Todos nós sabemos, o país onde vivemos.
Observem bem a imagem.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

RÁDIO CLUBE, SILÊNCIO A SUL

Foto: retirada da Internet / sem indicação do autor

Todas as manhãs ficava a saber o que se passava no Mundo através dos 106.4, ou seja através do Rádio Clube Português.
Para além da Informação - Minuto a Minuto - dava particular destaque aos programas do Camilo Lourenço, ao Janela Aberta (sempre que podia), aos programas de fim de semana e de Desporto.

Hoje, nos 106.4, não encontrei a minha "companhia" de há cerca de 3 anos. Deram-me em substituição a M80.

Sucede que para mim RÁDIO É COMUNICAÇÃO.

Retiraram-me o Rádio Clube,
Recuso a M80.

P.S.- Pela informação que recolhi, o Rádio Clube Português deixou de emitir para o Alentejo e Algarve, ficando no seu lugar a M80.

domingo, 17 de janeiro de 2010

HASTA LA VICTORIA SIEMPRE

Foto: retirada da Internet / Sem indicação do autor

Embora não seja desculpa para ninguém, sou tentado de forma muito, muito lata a admitir que antes da massificação das novas tecnologias, muito SER que se considera pensante, possa ter-se equivocado, com a vivência e a prática de determinadas democracias, assentes segundo os mesmos em valores de justiça e igualdade de elevado teor de purismo e vontade popular, contrários aos valores de democracia que estamos habituados a viver, e que, reflectem na mente destes inspirados, pecados que despoletam a putrefacção irreversível da Sociedade.


Acontece porém, que muitas dessas exemplares democracias, vistas do exterior pelos iluminados Seres pensantes, imaculados de qualquer traço capitalista, por vontade popular cederam à tentação e deixaram-se corromper pelos valores outrora desprezíveis.


Nem assim a grande maioria desses Seres Pensantes, soube entender a mensagem, e, agarrou-se como Lapas, àquilo que consideram ser exemplos supremos e verdadeiramente genuínos, da felicidade e sistema perfeito da vida na terra.


Assim sendo, pouco resta dizer, à notícia de 12 de Janeiro do Jornal Correio da Manhã que se segue:

"Cada médico cubano contratado pelo Estado português recebe apenas 500 euros por mês dos cerca de 2500 euros de salário pago pelo Ministério da Saúde através do governo de Cuba. Quinze euros vão para as famílias e o restante, cerca de 2000 euros, vão directos para os cofres do Estado cubano, ou seja, 80 por cento do salário vai para o regime de Havana. Cabe às autarquias muitos dos encargos com estes médicos, como rendas de casa, transportes e facturas de água e de luz.
O Governo
português está satisfeito com o negócio, porque resolveu o problema da falta de médicos, e Cuba recebe divisas. A situação choca os clínicos portugueses, mas os visados não se queixam e remetem-se ao silêncio.
Inicialmente os médicos cubanos recebiam 300 euros, o equivalente ao que recebem no seu país, mas o custo de vida em Portugal obrigou Cuba a pagar-lhes 500 euros mensais.
Para muitos médicos portugueses, as condições dos cubanos são desumanas. Carlos Santos, dirigente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), declarou ao CM que o assunto já motivou a reclamações às Autoridades Regionais de Saúde do Alentejo e Algarve, regiões que acolhem a maioria dos 44
médicos cubanos, em Portugal desde Agosto de 2009.
A maioria destes médicos não quer falar à imprensa por "não estar autorizada", segundo confidenciou ao CM um dos clínicos.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, nega ao CM que haja discriminação. "O Estado português paga em iguais condições aos médicos cubanos como a qualquer outro médico de família estrangeiro ou português a fazer 40 horas semanais. E paga horas extra se forem feitas." Quanto ao magro rendimento, Pizarro sublinha que "o Governo português não tem nada a ver com a forma como o pagamento da remuneração é feita por Cuba aos médicos."
Aqueles médicos têm habitação e transporte garantidos pelos municípios das regiões onde estão colocados. A Câmara de Alpiarça, por exemplo, suporta uma despesa de 350 euros pela renda da casa onde habitam os dois médicos cubanos que ali prestam serviço. E paga ainda as facturas da água, electricidade, gás, televisão e internet.
A braços com sete mil utentes sem médico de família, a autarquia viu-se obrigada a aceitar os encargos para não correr o risco de os profissionais cubanos serem colocados
em outros concelhos."

in Correio da Manhã - 12/01/2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O MELHOR E O PIOR DE 2009



Resolvidos que estão os problemas de Internet, que nas duas últimas semanas, impediram a normal actividade deste blog, é tempo de voltar a Postar.

Queria, neste Post, e de uma forma muito sintética, referir-me àquilo que para mim, considero ter sido o MELHOR e o PIOR de 2009, quer a nível Interno quer Externo.

A NIVEL INTERNO

O MELHOR – não foi fácil, num ano muito complicado para Portugal ter conseguido destacar um acontecimento ou facto, merecedor de ser considerado o Melhor de 2009. Não como sabem pelo excesso de acontecimentos ou factos positivos, mas essencialmente pela ausência deles.

Destaco, como o Melhor, a intenção vingada do Governo, na aposta dos CARROS A ELECTRICIDADE. Demonstra vontade em diminuir a dependência Nacional relativamente a combustíveis fósseis, associado às vantagens de natureza ambiental, em concreto, na redução da emissão de CO2 para a atmosfera, bem como na propensão de melhor qualidade de vida nas cidades, através da diminuição da poluição atmosférica e sonora, entre outras vantagens.
Igualmente o melhor, a reintrodução em Portugal, ainda que em cativeiro para já, do LINCE IBÉRICO. É o devolver de um elemento basilar ao seu Ambiente matricial, remendando-se um erro que nunca devia ter existido.

O PIOR - não é difícil escolher o pior em 2009. A SITUAÇÃO ECONÓMICA do país, consubstanciada no desemprego crescente e na destruição dos meios produtivos é de longe o Pior de 2009. Infelizmente há mais muito mais, porém, destacaria a JUSTIÇA e a INSEGURANÇA como igualmente o pior de 2009, veja-se o exemplo do julgamento do Caso “Casa Pia”, que já leva 6 anos, para não falar de outros, e o rol de episódios violentos que diariamente fazem eco nos órgãos de Comunicação Social.


A NIVEL EXTERNO

O MELHOR – a aprovação do acesso aos cuidados de saúde, do programa de Obama, nos EUA, permitindo a que milhões de pessoas usufruam de um dos mais elementares direitos do Ser Humano. Reflecte ainda a vitória, dos valores de Justiça sobre a ortodoxia das leis vigentes da Capitalismo Selvagem.

Ainda o melhor, a influência progressiva mas segura, impulsionada por Lula da Silva, que o Brasil vai tendo nas Instituições Internacionais, sendo-lhe gradualmente “reconhecida” a importância que nunca teve, de um dos grandes países do Mundo.

O PIOR – a crise económica, e os seus efeitos nos mais pobres e necessitados.

O PIOR DOS PIORES – a hipocrisia e o resultado da Cimeira de Copenhaga.

HAITI


Perantes as imagens de DOR, SOFRIMENTO E DESTRUIÇÃO, que hoje nos chegaram do Haiti, apenas uma "impotente" mas sentida palavra de SOLIDARIEDADE, do Palavras Sem Jeito.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

OBRIGADO


Foi este blog, agraciado pelo blog "só te peço 5 minutos", com o prémio relíquia da Internet. Não interessa, para mim, o "valor" do prémio. Interessa o facto de haver quem leia este blog e, acima de tudo, quem entre muitos blogs, considere o "Palavras Sem Jeito", merecedor deste selo.
Obrigado FÊ.
Para não quebrar a regra muito em breve indicarei os 5 blogs que considero serem merecedores de igual distinção.