terça-feira, 26 de outubro de 2010

UM RUMO


Muito se tem falado nos últimos tempos, sobre o que está na génese dos momentos aflitivos e extremamente “agonizantes” que todos, ou em bom rigor, uma grande maioria dos portugueses está e irá viver nos próximos anos.


É sem dúvida, importante definir meticulosamente quais são as causas de termos chegado a um beco sem praticamente saída, com o intuito, de futuramente corrigirmos a trajectória e, encarrilar-mos no caminho certo, mas, neste momento, o mais importante é termos por parte do poder político, a definição de um rumo, de uma directriz, de um caminho, que contrariamente ao que se tem passado sempre que nos apertam com impostos (dizem-nos constantemente que temos de nos sacrificar, porque dentro de dois ou três anos iríamos ver o resultado desse esforço. Presumo que o resultado desse esforço, não é termos sucessivamente, mais e mais, e ainda mais impostos pela frente), dão-nos esperança e depois fecham-nos a porta, com trancas e tudo.

Ou nos talham desta vez um rumo que efectivamente seja definido e definitivo (acredito que já dificilmente nos convencerão), ou indubitavelmente dar-se-á a falência do nosso regime político e da sua assumpção democrática tal como a conhecemos, até porque, a forma de ver a política e os políticos, essa já nunca mais será a mesma.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010