terça-feira, 29 de dezembro de 2009

PARA ALÉM DO ALMEJAMENTO

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Hoje é caso para começar este Post, com a expressão “ E, Pronto”.

E, Pronto, 2009 está a chegar ao fim. Com ele encerra-se não apenas um ano, mas também uma década.

A década a que eu chamo, DO ALMEJAMENTO. Quem não se recorda de como as gerações anteriores a 70, de 70 e 80, mais do que ambicionavam, “almejavam” vir a viver no século XXI, ultrapassando a barreira do mítico ano 2000. Feito que muitos diziam ser impossível, tal era a convicção cega que depositavam nos inúmeros dizeres e nas rocambolescas profecias, que garantiam “que aos mil passarás, mas aos dois mil não chegarás.”

Não só se chegou ao ano 2000, como estamos a atingir o final da sua primeira década. Dizia-me no outro dia um amigo, que estava complemente estarrecido, como o tempo tinha passado tão depressa, tão depressa dizia ele, que as pessoas em dez anos parece que não tiveram um minuto para PARAR, apenas com o simples motivo de poderem meditar sobre a forma como nos comportamos e agimos uns para com os outros. Dizia que não notava nenhuma diferença comportamental no Ser Humano, independentemente de estarmos a viver no século XXI, exceptuando a adaptação e dependência da tecnologia, principalmente das de Informação e Comunicação, mas que nem achava mal de todo.

Concordando com o meu amigo, apesar de tudo, a primeira década do século XXI, não deixa de ser um marco importante na vida de todos aqueles que a viveram e terão a sorte de PASSAR PARA ALÉM DO ALMEJAMENTO.

Para todos um 2010, com tudo de BOM.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

APENAS PARA REFLECTIR EM ÉPOCA DE NATAL






Fotos retiradas da Internet / Sem indicação dos autores

Enquanto andava há procura de imagens para ilustrar o Post anterior, deparei-me com as imagens que "publico".

APENAS PARA REFLECTIR EM ÉPOCA DE NATAL

domingo, 20 de dezembro de 2009

UM SANTO E FELIZ NATAL NA PAZ DO SENHOR

Foto retirada da Internet / Sem indicação do autor

Sendo este o último Post que coloco antes do Natal, o mesmo terá de ser dedicado a esta época do ano muito especial, para aqueles que acreditam nas Sagradas Escrituras.

Pensei em apenas fazer um pequeno texto muito superficial sobre o Natal, contudo, não consigo deixar de abordar algumas situações que me "atormentam", ainda que de uma forma muito sintetizada.

Digo "atormentam", mas não deixo de incorrer nalguns dos mesmos erros que anoto e me "confrangem".

"Atormenta-me" ver que o Natal tem cada vez mais uma via de sentido único, que se chama materialismo, em detrimento da ESPIRITUALIDADE.

Quantos Adultos e principalmente Jovens e Crianças comemoram e sabem qual é a essência do Natal? O que conta é o Pai Natal, as Renas, os Gnomos e claro, as PRENDAS, muitas de preferência, o mais caro possível, nem que a seguir fiquem abandonadas num canto e sem terem tido qualquer uso. – No mundo rural, embora o materialismo tenha vindo de forma galopante a ganhar força, ainda se vive um Natal com alguma Espiritualidade, devido ao facto de se cumprirem determinadas tradições e, haver uma maior proximidade com a vivência religiosa.

Em matéria de presentes, chegamos inclusive ao ridículo, de ofertar prendas que por si só são completamente contrárias à mensagem de Natal, basta para não irmos mais longe, pensar nos brinquedos bélicos ou de cariz manifestamente agressivo que muitos meninos vão receber este Natal.

E, relativamente ao designado jantar em família. Para quantas famílias o ensejo não serve apenas para se dizer umas quantas patacoadas, regadas com álcool quanto baste para se apanhar uma bela de uma piela, quando na verdade, e, em família, seria importante, já não digo ter uma atitude de reflexão cristã, (consoante a igreja que se professe ou se tenha maior empatia), mas reflectir sobre posturas, comportamentos e forma de passarmos a agir para que todos os dias pudessem ser Natal.


A TODOS UM SANTO E FELIZ NATAL NA PAZ DO SENHOR.


P.S. – Abaixo e só por curiosidade, segue uma lista de como se diz Feliz Natal, em diversas Línguas do Mundo.

Alemão - Frohe Weihnachten
Árabe - Mboni Chrismen
Bielo-russo - Winshuyu sa Svyatkami
Búlgaro - Vessela Koleda
Castelhano - Feliz Navidad
Checo - Vesele Vanoce
Chinês - Sheng Tan Kuai Loh
Chinês (Taiwan) - Kung His Hsin Nien bing Chu Shen Tan
Cingalês (Sri-Lanka) - Subha nath thalak Vewa, Nathar Puthu Varuda
Coreano - Sung Tan Chuk Ha ou Sungtan Chukha
Dinamarquês - Glaedelig Jul
Eslovaco - Vesele Vianoce
Esloveno - Srecen Bozic
Filipino - Maligayang Pasko
Finlandês - Hauskaa Joulua
Francês - Joyeux Noël
Gaélico (Irlanda) - Nollaig Shona dhuit
Georgiano - Gilotsavt Krist'es Shobas
Grego - Eftihismena Christougenna
Groenlandês - Glædelig Jul, Juullimi Ukiortaassamilu Pilluarit
Húngaro - Boldog Karácsonyt
Hebreu (Israel) - Mo'adim Lesimkha
Hindu (Índia) - Shub Christu Jayanti
Islandês - Gleðileg Jól
Italiano - Buon Nata
Japonês - Merii Kurisumasu
Letão - Priecigus ziemassvetkus ou Laimigu Jauno gadu
Lituano - Laimingu Kaledu
Macedónio - Streken Bozhik
Moldavo - Craciun fericit si un An Nou fericit
Neerlandês - Zalig Kerstfeest ou Prettige Kerstdagen
Nepalês - Krist Yesu Ko Shuva Janma Utsav Ko Upalaxhma Hardik Valthukkal Shuva
Norueguês - Gledelig Jul
Polaco - Boze Narodzenie

domingo, 13 de dezembro de 2009

SE NÃO FOSSEMOS TÃO NARCISISTAS ...

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Estava há pouco a olhar para uma revista que exibia na capa uma fotografia do rosto de Cristiano Ronaldo e, no meu cérebro um turbilhão de pensamentos em cascata sucedeu-se. Lembrei o recebimento do Prémio Nobel por parte de Obama em Oslo, o agravar da contenda no Afeganistão, as peripécias de José Eduardo dos Santos para se perpetuar no poder por mais uns anitos e naturalmente a cimeira de Copenhaga.

Certamente já todos perceberam onde quero chegar neste Post. Nem mais… tudo isto revela a inconstância humana assente em princípios éticos e morais, dificilmente compreensíveis mas simultaneamente banalizados e aceites socialmente por todos nós.

Gostava de escrever que todos concordam que vivemos num planeta, que deve ser entendido como sendo a nossa casa comum. Gostava, mas na verdade a atitude demonstrada leva a supor precisamente o contrário. Dificilmente entendemos que a nossa forma de organização em sociedade se fundeia em artificialismos, que geralmente obstipam a verdade e são contrários a muitos valores que deveriam ser, não uma excepção, mas a regra.

Na verdade, tudo começa com o exacerbamento Narcisista do Ser Humano, pelo menos na maioria das formas de organização Social, Religiosa e Política que conhecemos. Fingimos preocuparmo-nos com os outros, até argumentamos que somos filhos de um mesmo Deus, sendo todos irmãos e por isso lá nos rogamos a dar umas migalhas aos mais necessitados em troco, se possível de uma boa publicidade, isto para não acrescentar mais ao rol.

Se não fossemos tão Narcisistas já tínhamos entendido que a nossa relação com a Natureza e, de uns para com os outros, muito deixa a desejar. Já tínhamos entendido que vivemos num espaço global, cujas fronteiras, sejam elas de que natureza forem, não passam de meros superficialíssimos construídos pela natureza humana.

E, assim sendo não se entende, e eu gosto muito de futebol, que um jogador possa auferir um salário para lá do entendível como justo, sendo que o remanescente podia alimentar muitas crianças. Não se entende, que alguém possa ser pela PAZ, quando pratica a GUERRA. Não se entende que alguém queira governar, sem que pelo menos se sujeite ao plebiscito popular.

E, por fim, não se entende por que razão os HOMENS, têm tanta dificuldade em encontrar um entendimento (que não encontram) que a todos beneficia.

domingo, 6 de dezembro de 2009

PORTUGUÊS DE ÁFRICA, ANGOLANO NA EUROPA

Foto: retirada Internet / sem indicação do autor

Há muito que queria colocar um Post, sobre Eu e a África que me viu nascer, mas não sabia como o fazer, porque quando à minha memória “sinto” África, pululam muitos sentimentos, que acabam por ter o duplo efeito, de querer muito e sobre muitas coisas escrever e igualmente não o conseguir fazer.

Quando me perguntam se ainda sinto alguma coisa por Angola, de uma forma bem definida respondo, que sou culturalmente Português e Europeu, afinal só nasci e estive em Angola até aos quatro anos e sou filho de pais portugueses, obrigados a regressar devido à incompetência do Estado Português, no que à Descolonização diz respeito. Mas, a coisa não é bem assim… há no meu código genético, na minha personalidade, na minha forma de ser e agir, no Eu que sou, uma directriz intuitiva que me impulsiona ao Continente Negro.

É uma força maior do que Eu, que constantemente me faz o favor de lembrar que afinal não sou apenas Português e provavelmente menos Europeu. É uma força que dita claramente que também sou Angolano e Africano. É uma força, que me trás à memória as cores e tonalidades, a luz, os sons, o ritmo das gentes e a coragem de África.

Uma força que quantas vezes inconscientemente me impele a sorver os noticiários da RTP África, de uma forma tão evidente, como se uma necessidade básica de sobrevivência se tratasse, confundindo aqueles que comigo vivem e para quem África é pouco mais do que um Continente com memória de alguns países que foram Portugal.

Sou … Português de África, Angolano na Europa.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

FÁTIMA LOPES EM ALTA DEFINIÇÃO

Foto: retirada da Internet / Não tinha indicação do autor

A estilista Fátima Lopes, foi a convidada do Programa da SIC “Alta Definição”, do passado Sábado.

Foi a primeira vez que vi este programa do Daniel Oliveira e gostei do formato.

Fátima Lopes, falou de si e da sua carreira. Frisou várias vezes que não gosta da Arrogância e da Mentira. Que não consegue perdoar, porque previsivelmente um amigo não trai, logo não necessita de perdão. Referiu-se à importância e valor do trabalho e o que o mesmo representa para si. Contou como se iniciou no Mundo da Moda, recordando os fatinhos que em pequena já fazia nas suas bonecas, à vinda para Lisboa, à abertura de uma loja multimarcas, às viagens que fez em procura de conhecimento e maior Experiência e Envolvimento na Moda, até àquilo que é hoje.

Em suma, Fátima Lopes, demonstrou categoricamente porque é uma vencedora, evidenciou a sua personalidade e genuinidade e mostrou a sua veia humanista.
Devo referir que não sou por assim dizer, fã de Moda, o que não significa que esteja completamente alheado daquilo que se faz por cá e lá fora dentro deste âmbito e que desconheça o trabalho de Fátima Lopes.

Não conheço pessoalmente a estilista, contudo, reconheço e deve ser reconhecido valor àqueles (seja ela ou outro qualquer), que contra a corrente imobilista de certa forma generalizada de ser Português, avançam fruto da capacidade de risco, organização, rigor, esforço e muito, muito trabalho, conseguindo sucesso.