domingo, 3 de dezembro de 2017

Pedro Rolo Duarte
Pedro Rolo Duarte no Programa "Falatório" da RTP2
Estas duas últimas semanas têm sido pródigas na morte de figuras ilustres do meio público português.
Quero apenas detalhar-me sobre uma dessas figuras.  O Jornalista Pedro Rolo Duarte.

Apanhei a notícia do seu desaparecimento de surpresa. Não sabia da sua doença. Era um jornalista com o qual me identificava e de quem gostava. Era um Jornalista puro, que tratava a notícia com dignidade.

Não tenho a certeza se na vida me cruzei com o Jornalista Pedro Rolo Duarte. Tenho uma vaga memória  que um dia o encontrei numa superfície comercial em Lisboa. Mas, devo-lhe o favor, de me ter respondido positivamente com um texto seu, para um projeto de natureza escolar quando lho pedi.

Devo-lhe esse gesto. 

Enquanto algumas figuras, que nem chegam aos calcanhares de Pedro Rolo Duarte se recusaram a participar, a voz de Lisboa do “Hotel Babilónia”, fê-lo de forma magistral.

É de pessoas como o Pedro Rolo Duarte, que o jornalismo e o país precisam. 

Muito Obrigado, Pedro Rolo Duarte.





sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

SORTEIO MUNDIAL 2017 NA RÚSSIA - GRUPOS

Nota:
 Portugal no Grupo B, que tem como adversários, a Espanha, Marrocos e o Irão de Carlos Queirós.

 Brasil no Grupo E, com a Suiça, Costa Rica e Sérvia.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

PARABÉNS RÁDIO VIDIGUEIRA 

Hoje a Rádio Vidigueira faz 26 anos. Até aqui nada de especial. Todos os dias várias instituições fazem anos, e nem por isso lhes dedico um post.

A Rádio Vidigueira faz 26 anos, e aqui começa, o que tem de especial para mim. Não se esqueceu de mim.

Apesar de não ter começado a fazer rádio, nesta estação emissora, é para mim a minha escola de formação em Rádio. 

Há 10 anos que não entrava no estúdio da Rádio Vidigueira. Hoje durante alguns minutos tive novamente oportunidade de me dirigir ao auditório da Rádio Vidigueira, ao auditório, que durante mais de 10 anos, me escutava semanalmente ao final das tardes.

O Estúdio praticamente estava na mesma. Fez-me recordar os tempo do “Ágora Fm”; “Pontos de Vista”; “Agora Profissional” e “Bloco de Notas”.

Hoje tive oportunidade de recuar 10 anos e encontrar o meu amigo Luís Gama, em mais um “Bloco de Notas”. De encontrar o Marco na Técnica e no lançamento das perguntas e o Oliveira, na sua forma genuína de ser director de uma Estação de rádio, apenas como ele sabe fazer.

Encontrei ainda o Gordo Pereira, o João Covas e João Roberto, que representavam as principais forças políticas do concelho de Vidigueira, e que comigo como moderador, iniciaram na Rádio o “Pontos de Vista”. Também há cerca de 10 anos que não estavam aos microfones da Rádio Vidigueira.

Tudo parecia igual, como à cerca de 10 anos atrás.

Nunca me desliguei da Rádio na sua generalidade, nem ela de mim. Passei por uma outra Estação emissora e agora estou noutra. Tenho-as todas no coração. Como disse há pouco aos microfones, dos 90,0 fm, e sem nenhum deslumbre, não tenho mais por onde crescer radiofonicamente, porque estou ou estive nas 3 principais rádios da região. Daqui agora só para uma rádio Nacional, o que obviamente está fora de causa, devido à minha profissão.

A Rádio faz parte da minha vida. E eu faço parte da vida de algumas rádios. Não sou profissional de Rádio, nem nunca fui, e eventualmente nunca serei, mas consegui a partir da minha actividade profissional, que a Rádio fizesse também parte do meu trabalho. 

Felicidades para a nova época que pretendem iniciar brevemente.
Parabéns Rádio Vidigueira.


domingo, 19 de novembro de 2017

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Uma REFORMA que ainda não terminou
Imagem retirada da Internet
Como Protestante, não poderia deixar passar em claro aqui no "Palavras Sem Jeito", hoje, os 500 anos, das 95 teses que Martinho Lutero colocou na Porta da Igreja de Wittenberg.

Era o confirmar de um Movimento de Reforma na Igreja, que ainda hoje não está completo.
A Reforma ainda não terminou. Só terminará quando a palavra, sem contornos se basear unicamente  na  sola scriptura.

domingo, 22 de outubro de 2017

VENHAM VIVER PARA O INTERIOR DE PORTUGAL
Foto: Samuel R. Patrocínio


 O que tem acontecido em Portugal nos últimos temos é demasiadamente mau , para que tenha vontade de escrever sobre o tema. 

Naturalmente que me estou a referir à incapacidade do Estado Português, em fazer a defesa dos seus cidadãos. 

As discussões já são mais que muitas, algumas ilações políticas já foram tiradas, medidas apressadas foram tomadas, e toda a gente espera que no próximo ano, nada de igual se venha a repetir.

Muito se tem falado da incompetência do governo. Que existiu; do desordenamento florestal. Que existe; e de muitas outras coisas que são verdade.  

Infelizmente não tenho ouvido falar muito da existência de duas realidades díspares de um Portugal dividido em dois longitudinalmente. O Interior e o Litoral.

Politicamente o Portugal Interior, não conta para Lisboa. Não tem gente, não tem votos. Não tem votos, não influência as dinâmicas políticas. Então podem-se fechar escolas, postos dos correios, centros de saúde, etc, etc, etc.

Dou o Exemplo do Distrito de Beja. Apenas e só o maior distrito de Portugal, que se estende transversalmente da fronteira com Espanha ao Atlântico. Sabem quantos deputados elege?

Eu digo. 

Três, sim leu bem (3) três deputados.

O distrito de Évora, elege igualmente três deputados e o distrito de Portalegre, dois deputado. 

Vamos a contas, um terço (1/3) do país elege 8 (oito) deputados em 230 (duzentos e trinta). Que força política têm estes homens e mulheres nos seus partidos e no conjunto do parlamento?

O mesmo acontece com os restantes distritos do interior. 70 a 80% do território português não deverá valer mais do que 30% do peso político nacional. 

Sem peso político,  não há pressão. Não há pressão, não há investimentos. Não há investimentos . Há cada vez menos gente. Foi-se esvaziando o país. As aldeias estão na sua maioria desertas e a população que vai resistindo, dois terço, são idosos.

Menos gente, menos peso político, menos massa de reivindicação, em suma , esquecimento político. Em suma das sumas Portugueses de segunda ou de terceira, ou de quarta, enfim….

Estas tragédias apenas vieram confirmar o abandono que há muito começou para com as populações do Interior do país.

Voltando ao distrito de Beja, e colocando a situação no meu caso particular. Todos os dias faço 55 Km para ir trabalhar (ir e vir, 110km). Todos os dias tenho de ir de carro. Todos os meses gasto uma fortuna em combustíveis.  Perguntam-me vocês? e porque se está a lamentar? vá de transportes públicos, fica mais barato. E têm razão. Mas a vossa razão é igual ao desconhecimento da realidade do Interior do país. Não tenho alternativa. Não há transportes públicos, nem mesmo a designada "carreira”. Absolutamente nada.

E vejam a injustiça dos políticos deste país. Os Habitantes das áreas metropolitanas, que utilizam os transportes públicos, têm o direito a deduzir no E-fatura , um determinado valor. Não interessa o montante. 

Interessa apenas a igualdade de critérios. Porque razão os habitantes do interior do país onde manifestamente se verifique não existir transportes públicos, não têm o mesmo direito sobre os combustíveis gastos. Nem que isso representasse apenas, cêntimos. Por aqui se vê os portugueses de primeira e de segunda.

Para os muitos do Litoral que argumentam que é bom viver no Interior, façam um favor ao país, venham viver para o Interior, que o Interior está de braços abertos para vos receber… não sei é se resistirão após a primeira necessidade de se deslocarem a um hospital. Dou o exemplo  da população de Barrancos, que tem de andar mais de 120km (ir e vir, 240km), para ir ao hospital de Beja.

Venham viver para o Interior, o Alentejo e o Interior do país espera-vos. Uma coisa é a realidade diária, outra bem diferente é o romantismo de um fim de semana.

Quanto aos políticos, e como bem diz o Presidente da República, está na altura de conhecerem realmente o país que governam. 

Não fora a tenacidade e irreverência dos autarcas do Interior e há muito que Portugal se resumiria à faixa Litoral, para apanhar sol e tomar um banhinho de mar.

domingo, 8 de outubro de 2017

FORAM ABANDONADOS PELO ESTADO E ROUBADOS

 A Imagem de ilustração não é da Revista Sábado. É uma velha imagem que muita gente conhece.

A minha resposta a um comentário ignóbil, publicado numa rede social por uma cidadã, sobre uma matéria da Revista “Sábado”, e que reflecte ainda o sentir de muitos portugueses sobre os designados “Retornados” da Descolonização.
 
A minha resposta:
“Cara (….), Sabe, tanto é ladrão o que vai à vinha como o que fica a espreitar. Por outras palavras, todos os portugueses são culpados. Os de cá armam-se em santinhos, mas usufruíam dos produtos que vinham de lá... E, sim, houve portugueses que claramente escravizaram os locais, mas a grande maioria não o fez. FORAM ABANDONADOS PELO ESTADO E ROUBADOS. Contra factos não há argumentos, goste ou não?
(Comentário que tem tido um bom apoio dos Portugueses.) 


Já agora sobre o termo “Retornado”, uma breve reflexão hipotética.

Portugueses da Madeira e dos Açores, se um dia estas ilhas se tornarem independentes e se nasceram no Continente serão “Retornados”. Espanhóis da Catalunha, se a Catalunha se tornar independente, sereis “Retornados”.
“Retornados “ do quê? De territórios que faziam parte de um mesmo  território.
Ah... e não se esqueçam que se for como o governo de então, serão "expulsos" como “uma mão à frente e outra atrás”. 

A Estupidez  e Ignorância tem limites, já passaram 4 décadas, para esta gente mesquinha ter tido tempo de ver a verdade. 

Mas há sempre gente que gosta de ser Mula. Mula no sentido de andar sempre à volta da nora sem sair do mesmo lugar, julgando que percorreu um grande caminho, mas os entrolhos, impedem que veja a realidade. Continuem em roda da nora.