domingo, 23 de outubro de 2011

RÉCUAS


Se neste Fim-de-Semana, e, até à próxima quarta-feira, Bruxelas vai fervilhar, tentando arranjar uma solução para a Crise, que passou por ser dos PIGS, na imaginação e conduta da Europa de Elite, mas, que já a contaminou, para não referir ao resto do Mundo.

A velha Europa, está numa crise, quase sem precedentes, de que dificilmente, se conseguirá libertar, sem uma série de mudanças estruturais, principalmente económicas, que sejam rapidamente e sem delongas levadas a cabo.

Por cá, e, contrariamente àquilo que era habitual, finalmente os Portugueses , acordaram para a crise e durante o Fim-de-Semana, nunca ouvir tanta teorização política, como agora.

Ouvi das mais diversas teorias e sentimento politico que passo a referir:

- “estamos perante um golpe de estado, pois votamos em medidas, que não foram sufragadas e que não faziam parte das medidas eleitorais do PSD. Sinto-me traído pelo PSD. Em qualquer país, um governo desta natureza deveria ser destituído;”

- “ nunca ouvimos falar tanto o Presidente da República. Está a falar bem. Mas, tem pouca moralidade para falar, porque não atalhou em tempo útil o desastre económico, que disse que havia avisado;”

- “ estamos escravos de um poder económico, sem rosto, que aprisionou, a política e os políticos, não lhes deixando grande margem de manobra. A única solução passa por atacarem de forma directa e brutal, esse poder económico que nos sufoca. Desta forma já não vale a pena falar de direita ou esquerda. A esquerda não é solução e a direita não quer este tipo de capitalismo selvagem;”

E para não me alargar muito, deixo-vos, com esta última frase, que confesso, me obrigou a ir ao dicionário “ os políticos são todos uns RÉCUAS.”

sábado, 15 de outubro de 2011

INDIGNAÇÃO

Hoje é dia de INDIGNAÇÃO. Por todo o mundo há razões para a Indignação. Estamos em guerra. Em guerra contra rostos desconhecidos, que nos usam como seus soldados.

URGE INDIGNAÇÃO.

URGE batalharmos contra aqueles que mansamente nos foram aprisionando.

MAIS DO QUE NUNCA HÁ RAZÃO, MOTIVOS E NECESSIDADE DE INDIGNAÇÃO.

Em TODO O MUNDO, mas em Portugal, PRINCIPALMENTE.

INDIGNAÇÃO

terça-feira, 4 de outubro de 2011

VIVA A REPÚBLICA


VIVA A REPÚBLICA (NÃO ESTA QUE ESTAMOS A VIVER), APENAS A REPÚBLICA.
VIVA PORTUGAL

domingo, 2 de outubro de 2011

PORTUGAL - INFELIZMENTE, NÃO VAI CUMPRIR


Se até há última entrevista do Ministro das Finanças, encerrava em mim, uma ténue esperança, de que Portugal, iria conseguir, com muito esforço, espirito de sacrifício (para alguns claro) e dedicação sair do “colossal” pantanal de areias movediças em que nos encontramos, hoje, não tenho qualquer dúvida de que isso não vai acontecer. Portugal não vai conseguir, cumprir com “ditames” que se comprometeu com a Troika.

Não tenho dúvida que mais operação de cosmética aqui, mais imposto ali, mais corte acolá, fará com que encerremos 2011, nos valores ou perto do défice acordado.

O Pior vem a seguir.

Em 2012, atendendo ao estado de economia das famílias e das empresas (das que restarem), não há qualquer tipo de hipótese da obtenção das verbas necessárias, para a continuação da diminuição do défice, isto, porque iremos entrar no estado de recessão económica, nunca antes visto em Portugal. Pelos dados e por aquilo que se já vai vendo, não são precisos números, para intuir com total certeza o que atrás afirmei.

Não sei se entraremos em períodos conturbados de conflitualidade voraz, mas sei que o caminho para a nossa recuperação económica, bem como a da Europa (porque se ainda não perceberam – julgo que já todos entenderam - , país após país, um atrás do outro irá cair, até mesmo a Alemanha, irão a cada dia que passa entender amargamente esta realidade).

A Europa deixou-se ultrapassar pelos acontecimentos e vergou-se completamente à crise do sub-prime (isto claro, sem isentar também a responsabilidade individual e de soberania, numa série de países, particularmente do Sul, e até mesmo da Alemanha que apresenta um buraco de 5 biliões de Euros).

Só há duas respostas possíveis, ou a criação de uma união económica federal, com um ministro das finanças, da zona Euro, criando-se assim os chamados Eurobonds, ou, em cada país, baixar os impostos, fazer as revisões estruturais necessárias (sem entrarmos num neoliberalismo selvagem), aumentar nos prazos que forem necessário para o pagamento das dívidas, porque só desta forma iremos conseguir produzir, criar riqueza, fazer poupança e pagar a divida. De outra forma, não vale a pena estarmos com muitas preocupações por que não haverá produção, mas sim desemprego e fome.

Pensem o que quiserem, sou de direita, mas penso assim, e, veremos se não terei razão?