sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

CLIMB FOR HOPE PROJECT

Hoje quero vos dar a conhecer o projeto "Climb for Hope". 

É uma iniciativa de jovens portugueses, que tem por objectivo, angariar fundos, para permitir dar formação profissional a refugiados que vivem nos campos de refugiados da Sérvia. De recordar que esta iniciativa tem o apoio da ADRA Portugal, uma prestigiada ONG mundial. 

  

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

EXERCÍCIOS - "Amor Próprio"

A partir de hoje, e de vez em quando, vou partilhar aqui no "Palavras Sem Jeito", alguns exercícios escolares, de "Gente", em quem eu sinto muito orgulho. "Gente", que de uma qualquer forma, tem alguma coisa da "gente", e faz parte da "gente".

A minha "Gente".

O primeiro trabalho que aqui trago designa-se, "Amor Próprio", e é da autoria de Helena Coelho.



sábado, 10 de fevereiro de 2018

PORTUGAL CAMPEÃO DA EUROPA DE FUTSAL


Portugal, sagrou-se há pouco em Liubliana, na Eslovénia, CAMPEÃO EUROPEU DE FUTSAL, ao bater na final a Espanha, por 3-2.

Portugal é neste momento a maior potência Europeia em Futebol, e atendendo ao seu rácio populacional, é sem margem para dúvidas a maior potência mundial.

Venha agora o Mundial da Rússia, em Futebol.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

HUMAN ROBOTS
Ilustração: Samuel Patrocínio

Admito sem rodeios que o meu ponto de vista, sobre o assunto que hoje trago ao “Palavras sem Jeitos”, radique numa incompreensão pessoal, e eventualmente nalguma tacanhez intelectual.

Não sou daqueles, que gosta de alinhar no diapasão de dizer à boca cheia, de que, “no meu tempo é que era bom”, numa alusão “aos tempos idos”. Tento compreender todas as épocas (lidas aqui como um espaço temporal de vida humana), porque o meu tempo, são todas as épocas da minha vida. Tento também a cada época actualizar-me e esforço-me por viver em consonância. Tal não quer dizer que me ajeite a viver cada época, com as banalidades da moda.

Sei que não sou Livre. Sou como toda a gente condicionado por um conjunto de situações que nos obrigam a coadunar com determinadas inconsistências, que o nosso Ser não preza. Contingências. 

O Condicionamento pelas contingências, não são um orgulho para ninguém, mas é uma incondicionalidade da vida. Muitas vezes são quase, uma situação de “vida ou morte”.

Coisa diferente, é oferecer a minha liberdade a desconhecidos, por motivos meramente incompreensíveis.

Colocar-me deliberadamente sobre a mão de alguém, ainda por cima, invisível,  por motivos fúteis, é um completo ato de cobardia à dignidade humana.

Do que estou a falar? Estou a falar de uma sociedade que vive, revive, e apenas vive para a frivolidade das redes sociais, dos jogos de computador e de outras dependências, que nos desviam integralmente do incisíssimo elemento que nos define como Seres Humanos. Saber Pensar. Utilizar o Raciocínio. 

Permitam-me que fixe agora a atenção nos jogos de computador. Que fixe a atenção na multitude de Jovens, que vive na cápsula do alheamento do Mundo onde vive. Gente, que quase apenas constrói a sua personalidade, à medida do desenrolar de uma etapa num determinado jogo. Há medida da arma que o seu avatar pega e com a violência com que esmaga o adversário. 

Gente que perdeu a sua identidade. Gente que respira a heroicidade de uma banal personagem de um jogo. Gente que passa pelo “portal” dos meandros do raciocínio humano, e numa cópula com a máquina, se transfere para o cerne da ação, que nunca existiu.

Gente que se coloca a mando de alguém a qualquer momento. E se esse alguém, tiver outras intenções que não somente o de explorar as “suas” fragilidades, transformando-as em dinheiro. Se tiver “outras” intenções, basta uma imperceptível mensagem para ter um exército de parolos, a quererem agradar ao “Amo”, que nem sequer conhecem e nem sabem que existe.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O MEU RIO TEJO
Foto: Samuel Patrocínio

Por muito que não queira, não posso deixar de reagir com mágoa, com muita mágoa, à vil forma, de como está a ser tratado o  “meu Rio Tejo”.

Não consigo compreender como ainda existem “fantasmas”, sim “fantasmas”, que continuam impunemente a fazer despejos de resíduos para o “meu Tejo”, aleijando-o na sua majestosidade, pouco depois de entrar em território nacional. 

Disse “fantasmas”, porque ao que parece nunca, ou quase nunca se sabe quem abriu a boca do “Adamastor poluidor” para que derramasse “líquido de morte” nas águas do “meu Tejo”. 

Constantemente vejo nas redes sociais, as sofridas, mas valentes águas do “meu Tejo”, que num insistente  turbilhão de gemidos visuais e odoríferos, teimam em manter-se à tona, para suplicar ajuda humana.

Conheço bem “o meu Tejo”. Sei quando ele chora. E, o “meu Tejo” quase já não tem força para deixar cair uma simples lágrima de súplica.


Nota: Existem 3 rios que fazem parte da minha vida. O Rio Alviela, o Tejo e o Guadiana. E ainda um outro que tenho quase mesmo à porta (a 2/3 Kms) que é o Ardila.  É curioso, mas sempre vivi, ou junto ao mar, ou praticamente nas margens de Rios. 


Rio Alviela - Vivi cerca de 16 anos, num Planalto, com uma vista soberba, que guardo no eco da minha saudade, sobre cerca de 3/4 Kms de percurso e cerca de 500 metros de distância,  do Rio Alviela, um afluente do Rio Tejo. No Verão via-o quase seco, mas nunca secou. No Inverno admirava as suas cheias.  O Rio Alviela, é um dos mais importantes Rios de Portugal, apesar de poucos o conhecerem. Tem a maior nascente de água doce de Portugal, captando as águas que se infiltram nas vastas áreas calcárias das Serras de Aire e Candeeiros. Fornece parte da água que a cidade de Lisboa, bebe. A pouco quilómetros da nascente sofria uma facada aguda na sua alma. Era invadido pelas águas turvas da indústria de curtumes de Alcanena (a minha amada terra). No passado a agressão era brutal, agora, pode ir respirando de alívio, num alívio que nem sempre dá tréguas. 


Rio Tejo – O Rio Tejo é o Rio da minha capital de distrito, o Rio que admirava e admiro a partir do Miradouro do Jardim das  Portas de Sol, em Santarém,  ou quando constantemente o atravessava pela antiga ponte e agora pela Ponte Salgueiro Maia. O Rio que me ligava do Ribatejo Norte até ao Ribatejo Sul, ali para as bandas de Salvaterra de Magos, durante os meses de Verão e aos fins-de-semana, anos a fio. O Rio que no Inverno me pregava partidas, e me obrigava a conduzir ou a ser conduzido,  entre Almeirim e a Azeitada, com a água pelo motor do carro, sabendo que em pouco minutos, a estrada já não me permitia sequer essa arriscada circulação, ou quando por esse motivo me obrigava a ter que ir por Lisboa. O Rio que nessa casa de Salvaterra, me permitia sentir a sua força aglutinadora. O Rio que me levava muitas vezes até à praia de Magos, ou até ao respirar da vida dos pescadores do Escaroupim. Sempre que vou a essa casa, continuo a sentir o “meu Tejo”.


Rio Guadiana – O Rio que quase todos os dias, hoje,  atravesso. O Rio que vi transformar, e criar a maior albufeira da Europa. O Rio da Esperança para uma terra queimada pelo Sol. O Rio que transformou as manhã dessa terra em nevoeiro. O Rio que para mim continua a ser de Esperança. O Rio que “absorvo” calmamente na sua passagem diária pela albufeira de Pedrogão e me faz recordar, vivências de outro tempo.  O Rio que projeta  o palpitar do meu coração, para “o meu Alviela” e o “meu Tejo”.