segunda-feira, 11 de junho de 2018

OS "MEUS PINTASSILGOS"

A minha casa tem apenas 2 pequenas varandas. Uma é sensivelmente o dobro da outra. Em ambas tenho plantas. Na maior tenho uma Ficus benjamina.


 Até aqui nada de especial. 

Acontece, que o totalmente inesperado, particularmente para mim, aconteceu. Um casal de Pintassilgos escolheu a minha planta para fazer o seu ninho. Note-se que vivo numa pequena cidade rural, com campo por tudo quanto é lado. Tinham tantas e boas opções. Mas estes Pintassilgos escolheram a planta da minha Varanda.
 Não ligaram à nossa presença constante na Varanda, à presença do meu gato, nem mesmo ao barulho da máquina de secar roupa que se encontra no mesmo local, no lado oposto à planta, ou seja a 3 metros do ninho.

O tempo passou e nasceram 5 passarinhos. 
No Sábado um dos passarinhos voou até à janela da vizinha. Achando  nós que ainda estaria imaturo para se lançar ao mundo, fomos recuperá-lo e colocámo-lo no ninho. 
Nessa mesma altura um outro passarinho voou do ninho. Os pais seguiram-no e não mais o vimos. 
 No Domingo o passarinho que tinha voado no Sábado, lançou-se novamente ao mundo, e partiu também para parte incerta.

Hoje por volta das 7h30, os restantes três passarinhos, também resolveram deixar o ninho que os viu nascer e lançaram-se ao mundo. 
Os pais acompanharam todos os seus filhotes no seu primeiro voo.

O ninho vai ficar tal como está na minha planta. Pode ser que na próxima Primavera volte a transformar-se em maternidade.
 Pequenitos sejam Felizes. Foram uma Bênção.

Fotos: Samuel Patrocínio

quinta-feira, 31 de maio de 2018

SORVESSE OS PENSAMENTOS
Foto: Samuel Patrocínio

Passavam poucos minutos das 17 horas. Sexta-feira, dia 25 de Maio. Para trás uma consulta de familiar na Capital.

Sentei-me num dos sofás da ala esquerda do Centro Comercial do Montijo, ali, mesmo ao lado dos cinemas. 

Desde há praticamente o inicio do mês os afazeres profissionais, pouco tempo me têm deixado para escrever o que quer que seja aqui no “Palavras Sem Jeito”. Jeito de remediar a situação, refugiar-me nas fotografias que postei.

Ali naquele sofá pensei no facto. 

Pensei que várias vezes me apeteceu escrever sobre temas importantes que entretanto se foram desenrolando e perderam a actualidade.

Por instantes debati-me internamente sobre que tema iria fazer parte do próximo Post. Este. Debati-me, mas rapidamente mergulhei na observação do redor, como faço vezes sem conta. 

Nessas alturas elevo-me à circunstância de voyeur, translado o foco por breves instantes,  para os indivíduos passantes, como se  penetrasse no seu crepúsculo e lhe sorvesse os pensamentos. Tento intuir, o que lhes vai na alma, o que os atormenta, o que os move … a sua essência,  que género de SER são … enfim, descaradamente roubo-lhes a privacidade, dispo-os do seu Espírito, e encosto-os à parede sem lhe deixar qualquer espécie de refúgio e tudo  sem sentir o mínimo remorso.

Vezes sem conta os meus olhos fintam-se com os demais, e entrelaçam-se nos desvios misteriosos das nossas formas empíricas. Por segundos constitui-mos uma só imagem. Uma imagem sem cor, sem contorno, sem estrutura, sem forma. Uma imagem de entendimento mútuo, mas sem projecção. 

O tempo passou. Não me apercebi.

A volta pelas lojas tinha terminado.    
         
Chegou ao fim a minha terapia contemplativa.

Desvio o olhar para as compras que foram feitas e faço-me à estrada até me embrenhar nas entranhas do Alqueva.
 

quarta-feira, 30 de maio de 2018

ESCLEROSE MÚLTIPLA

Hoje é o Dia Mundial da Esclerose Múltipla. Para referenciar este dia, deixo um pequeno filme de Esperança, onde tive o prazer de "intervir", juntamente com um conjunto de jovens.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

BAIXO ALENTEJO - Maio de 2018





Fotografias: Samuel Patrocínio / Dispositivo: Telemóvel

quinta-feira, 10 de maio de 2018

SORRI. RECORDEI. VIVI.
Foto: Samuel Patrocínio

Todos os dias úteis e alguns não úteis, bem cedo pela manhã, pego no meu velho carro, companheiro de longos anos e metemo-nos à Estrada num total de 45 Kms. 45 Kms é a distância que medeia a minha casa, do meu local de trabalho. 45 para ir, mais 45 para vir. 

Nunca "apanhei" uma fila de trânsito, e o stress maior ocorre quando “apanho” um trator e/ou  máquina agrícola, ou um desvairado que julga que a estrada é a “parada” do seu monte. 

Não ando por terras de ninguém, mas quase. Apenas passo por 2 aldeias, e nem sequer é pelo seu centro.

Muito tempo para poder livremente pensar.

Hoje não foi diferente. 

Mal saí da  pequena cidade onde moro, liguei o turbo nos meus pensamentos mais íntimos, com a assessoria do som de fundo da Antena 1.  Percebi, pela rádio, que hoje era a quinta-feira da Ascensão. À velocidade da luz focalizei o cerne do meu pensamento na minha adolescência. 

Transportei-me para o meu Ribatejo. Emudeci-me na profundidade silenciosa mas agudamente lancinante da minha saudade.

Sorri, ao imaginar-me nessa mesma hora, a chegar aos “Olhos de Água”, nascente do meu Rio Alviela e encontrar rostos sem fim, de gente. Gente que outrora era a minha gente. Gente como eu.

Sei que essa gente, àquela mesma hora, cumpria, como sempre cumpriu, a tradição da gente de Alcanena. E, nos “Olhos de Água”, preparavam-se para em convívio fraternal passar o dia da Espiga, feriado Municipal da minha Alcanena.

E, dos “Olhos de Água” olhei para Este, e lá no fundo do Horizonte, bem no fundo, estava com sempre esteve e sempre continuará a estar o cabeço da Raposeira, com um pequeno ponto quase indecifrável, mas que é para mim um esteio de Luz. A casa onde me fiz gente. 

Com a Alma despedaçada cheguei ao meu destino.

Parei. 

Desliguei o meu companheiro. Ao Espelho observei o meu rosto. Não chorei. Sorri. Recordei. Vivi.  

quinta-feira, 26 de abril de 2018

BAIXO ALENTEJO - Abril 2018

Fotografias: Samuel Patrocínio / Dispositivo: Telemóvel

domingo, 22 de abril de 2018

ARBUSTOS
Foto: Samuel Patrocínio

O Reino Vegetal é um dos maiores reinos do nosso planeta. Tudo em si é beleza e mistério. Este Reino verdejante é composto de uma complexidade e diversidade  tão elevada que muitas vezes é difícil de catalogar todos os seus indivíduos ou fazê-lo com exactidão. 

Muitos são tão pequenos que passam despercebidos. Outros são majestosos, grandes ou imponentes tanto no porte como na beleza. 

As Árvores, os Arbustos, as Lianas e as Herbáceas constituem este grupo, colorindo os espaços e alegrando todo o possível admirador.

Nos espaços onde estes se encontram caracterizam de imediato a paisagem. Ladeiam e debruam ruas e caminhos, formam madeixas verdes em parques e jardins, mas acima de tudo são o cenário decorativo de qualquer cidade, aldeia ou espaço natural.

Apesar de toda a singularidade que as Árvores, as Lianas e as Herbáceas apresentam tenho uma grande predisposição para com as espécies arbustivas.

Dos inúmeros encantos de um Arbusto, a floração é sem dúvida o mais admirado, mas jamais se esquece a fragrância que alguns exalam tornando mais agradável o ambiente.

As flores têm cores e formas extraordinárias que salpicam o conjunto verde onde se inserem.

Pode dizer-se, sem erro, que existem espécies arbustivas adaptadas a qualquer Espaço Verde, que se revelam tanto em pequenas como em grandes áreas, ou no jardim mais clássico.

Não há, por isso, espaço que não fique valorizado com a presença de um Arbusto. Pode ser um grande jardim, um pequeno parque ou um simples canteiro.
(Texto escrito em 1999)