quinta-feira, 9 de agosto de 2018

MAIS DO MESMO OU "MÃO DO DIABO"
Imagem: Samuel Patrocínio / não corresponde a Monchique

Para uns é mais do mesmo, para outros é a “mão do Diabo”. 

Os Portugueses aguardavam com apreensão como correria o binómio Primavera/Verão, em termos de incêndios.

Quis a Natureza que as condições climatéricas até ao final do mês de Julho, não constituíssem grande perigo para o aparecimento de incêndios. A Europa ardia e Portugal ia passando ao lado. Até os países do Norte experimentaram as agruras dos incêndios ao ponto de  Portugal ter enviado 2 aviões de combate a fogos para a Suécia e de ter também oferecido ajuda à Grécia.

No inicio de Agosto, os Portugueses são alertados para uma vaga de calor que se aproximava. Os aviões emprestados à Suécia, foram mandados regressar e o país preparava-se para em poucas horas entrar em "alerta vermelho". 

O calor veio e veio com toda a força, ao ponto de atingir temperaturas recordes em muitos locais, com temperaturas médias a ultrapassar os 45 graus. Estava criado “o caldo”, para a ocorrência de incêndios, e eles não se fizeram rogados.

Com a memória viva, dos trágicos acontecimentos do ano passado e no esforço de limpeza de terrenos feita um pouco por todo o país ao longo do ano, os Portugueses, revelavam grande espectativa na resposta das autoridades competentes para com estes incêndios.

Os incêndios sucediam-se, ainda que em número inferior ao que era habitual, e a resposta, em condições de temperatura muito difíceis, por parte das forças operacionais com mais ou menos dificuldade, era bastante animadora. As ocorrências não tinham progressão. 

Mais eis que do Sul do país, do concelho de Monchique vinha a noticia da existência de um incêndio.
Passaram 12 horas…24…48…, começaram a ouvir-se os relatos das primeiras habitações ardidas… criticas às autoridades…3º dia, o incêndio quase invade a própria Vila de Monchique…4º dia, volta novamente à Vila de Monchique, os feridos aumentam…5º dia, o incêndio estava 95% controlado, de repente, descontrolou-se; a Autoridade Nacional assume o controlo das operações…6º dia, invade franjas da cidade de Silves … 7º dia (hoje)... continua pela Serra fora, sem dó nem piedade…

Desta vez ninguém reclamou dos meios. Mais de mil operacionais e quase duas dezenas de meios aéreos, estão a ser utilizados neste incêndio.

No entanto, no ar, muitas questões já  ecoam  nas conversas dos Portugueses, mas há uma que sobressai Porque razão este incêndio com tantos meios ao seu dispor já lavra há 6 dias?


Fica uma palavra de Solidariedade para com a população afectada e uma palavra de apreço e gratidão aos Bombeiros e GNR.

terça-feira, 24 de julho de 2018


ESTAMOS PRESENTES E VAMOS CONTINUAR PRESENTES
Foto: Samuel Patrocínio / Dispositivo: Telemóvel

Ontem Beja saiu à rua e o distrito veio a Beja. 

Milhares de pessoas juntaram-se no Aeroporto Internacional de Beja e nos campos adjacentes.

Portugal assistiu. 

Muitos foram os que pensaram e alguns até ousaram criticar, que todos aqueles milhares estavam ali, apenas, com o propósito lúdico de ver aterrar pela primeira vez em Portugal o maior avião de passageiros do Mundo. Um Airbus 380 da companhia aérea Hi Fly.

Puro engano. Ver a situação dessa forma é ter uma visão redutora desta parte do país.

Todos estes milhares não vieram “ver o avião”.
 
Sentiram que através deste momento histórico da aviação portuguesa, podiam mostrar a quem decide e a todo o país, que também fazem parte desta nação. Que também têm direito a que se olhe para o seu aeroporto, como um pólo de desenvolvimento da região e do país. 

Pacificamente, vieram dizer Estamos Presentes e Vamos Continuar Presentes.

Lisboa não pode ignorar os legítimos e justos anseios desta população, que não se esgotam somente no aeroporto.

 É preciso rapidamente enquadrar no “Portugal 20/30”, o pleno aproveitamento do Aeroporto de Beja (nas valências em que melhor se enquadre); terminar a A26/IP8 e electrificar a linha de comboio entre Beja e Casa Branca.

O Baixo Alentejo e Portugal agradecem.

Deixo 2 vídeos ilustrativos do momento: 

domingo, 15 de julho de 2018

BAIXO ALENTEJO - Julho de 2018




Fotos: Samuel Patrocínio / Dispositivo: Telemóvel

quarta-feira, 11 de julho de 2018

COINCIDÊNCIAS


Há dias assim. Dias de Coincidências. 

No passado Domingo, dia 8, estive de visita às grutas de Mira de Aire. Conheço bem as grutas e Mira de Aire faz fronteira com o meu concelho de Alcanena, mais concretamente com a freguesia de Minde. 

Para mim nada de novo, mas para a minha filha tudo de novo.  Há uns tempos pediu-me que na próxima vez que fossemos ao Ribatejo, visitássemos as Grutas de Mira de Aire, por forma a ver “in locu”, conteúdos dados nas aulas.

Por necessidade imperiosa tive de antecipar a minha ida à capital do Ribatejo - Santarém, para o passado fim-de-semana, e apenas tive oportunidade de dar um saltinho a Mira de Aire no Domingo de manhã.

Aqui começam as Coincidências.

1ª Coincidência – Domingo, dia em que lá longe, para as bandas do Sol Nascente, numa outra gruta, um punhado de homens começava a operação de resgate das 12 crianças futebolistas e do seu treinador que estavam “presos à esperança”, na  lancinante escuridão do “interior da terra”. Até Mira de Aire e no regresso, fiz zapping nas rádios de noticias.

2ª Coincidência – No acto de compra do bilhete, fomos informados que faríamos a visita com um grupo. Pediram-nos que entrasse-mos para a sala de apresentação da gruta. Não estava ninguém na sala. Escolhemos livremente os nossos lugares e sentámo-nos nos lugares de trás. Ao fim de 3/4 minutos o grupo entrou.  Reconheço de imediato dois rostos. Nunca estivemos lado a lado. Nunca trocámos uma palavra. Para eles eu era um estranho como outro qualquer. Para mim, eu sabia quem eram. Eram rostos que vejo amiúde. Rapidamente percebi quem era aquele grupo. 

Pugnamos os mesmos valores religiosos, apesar de eu não frequentar fisicamente nenhum espaço.  Por vezes  aos Sábados encontro-os no ecrã do meu computador. A magia da Internet.   Eles vieram do Norte, eu do Sul. Qualquer um de nós tinha uma infinidade de oportunidades para ir visitar aquela gruta.  Mas fomos ao mesmo tempo.

Não conhecia pessoalmente ninguém. Nem ninguém me conhecia a mim. Mas todos que ali estavam do grupo e eu compreendia-mos a mesma linguagem.

Somente no fim do percurso me revelei a um casal, e apenas porque alguns familiares meus, não acreditavam na coincidência.

Nunca me revelei aos rostos que num destes Sábados voltarei a encontrar.

3ª Coincidência – Chegados a Santarém, sou alertado, para uma carrinha da autarquia para quem trabalho. Reduzi a velocidade e deixei-a passar. O “espanto” dos seus ocupantes foi igual a meu. Sei que estamos num país pequeno, mas encontrar a mais de 200 Kms,  colegas e ex-alunos, que fazem parte da nossa outra vida, não deixa de ter o seu quê. Não parámos. Deixei a carrinha passar e fazer a rotunda de 180 graus, ficámos lado a lado em sentidos opostos. De dentro da carrinha, vias braços efusivos no ar e imaginava o som estridente das vozes. Correspondi com agrado.
Há dias assim. Há dias de Coincidências.

Deixo-vos com algumas fotografias das Grutas de Mira de Aire.


                                                                                          Fotos: Samuel Patrocínio / Dispositivo: Telemóvel

quarta-feira, 4 de julho de 2018

NESSE ESPAÇO DE TEMPO / QUERO GRITAR ...
Ilustração: Samuel Patrocínio

Depois de um forçado interregno, motivado tão somente pela minha recusa interior em escrever o que quer que fosse,  estou de volta ao “Palavras Sem Jeito”. Estou de volta, sabe-se lá até quando.

Nesse espaço de tempo:
-  deleitei-me coladinho à televisão e com lugar cativo sempre para o dia seguinte,  à novela bem portuguesa, centrada no clube do Leão;
- delirei com as cenas de puríssimo Amor, com promessa de apaixonadas e sufocantes cenas de sexo atómicas entre o senhor da América e o moço de Pyongyang;
- enojei-me com  o odor da saliva de Orban, e de outros seus amigos da seita;
-  atormentei-me pela imbecil e desumana separação forçada de pais e filhos, na fronteira das “fincas”  do senhor da terra do Tio Sam;
- não criei “russas”, pela forma como os homens do Engenheiro, fizeram reluzir a malta do Uruguai. 

E, como até ao dia 15 de Julho, todos os caminhos vão dar às terras do Czar Putin, quero gritar bem alto que a minha Pátria é a Língua Portuguesa. Que os homens da Terra de Vera Cruz, direccionem o pé como os Sukhoi e atirem como os Avangard.

Viva o Brasil, Campeão do Mundo de Futebol.