domingo, 17 de janeiro de 2010

HASTA LA VICTORIA SIEMPRE

Foto: retirada da Internet / Sem indicação do autor

Embora não seja desculpa para ninguém, sou tentado de forma muito, muito lata a admitir que antes da massificação das novas tecnologias, muito SER que se considera pensante, possa ter-se equivocado, com a vivência e a prática de determinadas democracias, assentes segundo os mesmos em valores de justiça e igualdade de elevado teor de purismo e vontade popular, contrários aos valores de democracia que estamos habituados a viver, e que, reflectem na mente destes inspirados, pecados que despoletam a putrefacção irreversível da Sociedade.


Acontece porém, que muitas dessas exemplares democracias, vistas do exterior pelos iluminados Seres pensantes, imaculados de qualquer traço capitalista, por vontade popular cederam à tentação e deixaram-se corromper pelos valores outrora desprezíveis.


Nem assim a grande maioria desses Seres Pensantes, soube entender a mensagem, e, agarrou-se como Lapas, àquilo que consideram ser exemplos supremos e verdadeiramente genuínos, da felicidade e sistema perfeito da vida na terra.


Assim sendo, pouco resta dizer, à notícia de 12 de Janeiro do Jornal Correio da Manhã que se segue:

"Cada médico cubano contratado pelo Estado português recebe apenas 500 euros por mês dos cerca de 2500 euros de salário pago pelo Ministério da Saúde através do governo de Cuba. Quinze euros vão para as famílias e o restante, cerca de 2000 euros, vão directos para os cofres do Estado cubano, ou seja, 80 por cento do salário vai para o regime de Havana. Cabe às autarquias muitos dos encargos com estes médicos, como rendas de casa, transportes e facturas de água e de luz.
O Governo
português está satisfeito com o negócio, porque resolveu o problema da falta de médicos, e Cuba recebe divisas. A situação choca os clínicos portugueses, mas os visados não se queixam e remetem-se ao silêncio.
Inicialmente os médicos cubanos recebiam 300 euros, o equivalente ao que recebem no seu país, mas o custo de vida em Portugal obrigou Cuba a pagar-lhes 500 euros mensais.
Para muitos médicos portugueses, as condições dos cubanos são desumanas. Carlos Santos, dirigente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), declarou ao CM que o assunto já motivou a reclamações às Autoridades Regionais de Saúde do Alentejo e Algarve, regiões que acolhem a maioria dos 44
médicos cubanos, em Portugal desde Agosto de 2009.
A maioria destes médicos não quer falar à imprensa por "não estar autorizada", segundo confidenciou ao CM um dos clínicos.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, nega ao CM que haja discriminação. "O Estado português paga em iguais condições aos médicos cubanos como a qualquer outro médico de família estrangeiro ou português a fazer 40 horas semanais. E paga horas extra se forem feitas." Quanto ao magro rendimento, Pizarro sublinha que "o Governo português não tem nada a ver com a forma como o pagamento da remuneração é feita por Cuba aos médicos."
Aqueles médicos têm habitação e transporte garantidos pelos municípios das regiões onde estão colocados. A Câmara de Alpiarça, por exemplo, suporta uma despesa de 350 euros pela renda da casa onde habitam os dois médicos cubanos que ali prestam serviço. E paga ainda as facturas da água, electricidade, gás, televisão e internet.
A braços com sete mil utentes sem médico de família, a autarquia viu-se obrigada a aceitar os encargos para não correr o risco de os profissionais cubanos serem colocados
em outros concelhos."

in Correio da Manhã - 12/01/2010

5 comentários:

  1. Caro amigo,

    A mim não me espanta, aliás, nada me espanta o que possa vir de Cuba, uma dessas "democracias" que é dada como exemplo.

    Visitei Cuba e apenas posso dizer que aqueles que A defendem, ofendem o Povo cubano que é obrigado a viver como escravo, sem ambicões e sem esperança de melhorar a sua qualidade de vida.

    O maior cego é aquele que não quer ver...
    parece que o Alentejo é terra de cegos....

    um beijo

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  2. Helena diz:
    Embora a nossa democracia, tenha muitos pecados alguns mortais, está a anos luz dessas pseudas democracias, alicercadas em poderes ditatoriais em que o que interessa é apenas manter o poder e tirar todo o proveito inerente. Tenho pena, muita pena que em Portugal, ainda haja muita gente que as veja como se fossem a iluminação perfeita. Mais absurdo é saberem toda a verdade e quererem sempre ocultá-la e dar-lhe outra roupagem. REPUGNANTE.

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  3. Quando se deu o 25 de Abril eu era uma jovem de 16 anos que não compreendia nada de política, mas naquela altura era "moda" sermos de esquerda, Che Guevara era um dos meus ídolos e antiga União Soviética um exemplo a seguir, Cuba um exemplo de resistência ao capitalismo americano, etc...etc...
    Passaram-se entretanto muitos anos, a vida e a nossa consciência desperta acordando do sonho juvenil e o que vemos?
    Que nada nem ninguém responde verdadeiramente ao que precisamos, nem o socialismo nem a democracia, nada!
    Esta para mim é que é a triste realidade, perdermos os sonhos, já não acreditarmos em nada, refugia-mo-nos então no "nosso mundo" torna-mo-nos egoístas.
    Mas aqui com a Internet, os sonhos adormecidos despertam e se não podemos mudar o mundo pelo menos desabafamos e partilhamos a nossa indignação...pode ser que seja o despertar de uma nova era...pode ser!
    Um abraço!

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  4. Dá-me confusão quando se diz que se foi ou vai a CUBA, sei que quando recebem Turistas ainda alguns se safarão, mas ir a Cuba não é defender os Cubanos é enriquecer o cumunismo e ironizar o povo...tb eu um dia fui vermelhinha como a Fê-bleu brid mas quando desacreditei não da utopia mas da mentira, não da igualdade mas do roubo declarado não esperei pela net para desabafar, luto para repor a verdade na sociedade tratar as coisas com as devidas diferenças mas nunca tirando a dignidade a cada cidadão...Cuba é um das muitas vergonhas do mundo por isso eu não sou comunista e para mim são FRATERNOS com o paizinho até o poderem lixar...
    SPCR

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  5. Levei algum tempo a digerir este Post,porque tal como alguns comentários, também eu em tempos tive orgulho de ter sido comunista. Não me arrependo de o ter sido, mas é coisa de que não me orgulho. Sei que andei enganado, mas na altura pensei que fosse o melhor.
    Não ache que o capilatismo seja solução para alguma coisa, mas o comunismo esse é que não é mesmo.
    Amigo, demorei mas comentei. Um abraço.V.

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