sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A Laranja

Doce, amarga… um dos meus frutos preferidos, que não dispensava na minha adolescência, nas longas noites a estudar Matemática.

1, 2, 3, 4,…8, os exercícios de Matemática desenrolavam-se quase à mesma proporcionalidade, da minha ânsia devoradora de Laranjas. Ridicularizava o ditado popular,  “Laranja de manhã é ouro, ao meio dia é prata e à noite mata.” 

Não sei se este ditado tem qualquer aporte e fundamento científico, mas foi com dor,  com muita dor, que aprendi a considerá-lo totalmente “à letra”, sem qualquer margem para a mínima tolerância. 

Évora. Mil novecentos e noventa e quatro.  Domingo. O mês não me recordo. Era um dia como outro qualquer, mas foi uma noite  diferente de todas as outras. Meio da tarde, Retorno do antigo supermercado Ibérico, com cerca de dois quilos de Laranjas. Ao longo da tarde, paulatinamente ingiro apenas duas.  Só duas. Ao inicio da noite. Indisposição aguda. Hospital. Diagnóstico, paragem de digestão. 

Por mais duas vezes, pus à prova  o ditado popular. Por mais duas vezes o mesmo desfecho. 

Doce, amarga …  “Laranja de manhã é ouro, ao meio dia é prata e à noite mata.”


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

MIL DESCULPAS 


Sempre me disseram que as desculpas não se pedem, evitam-se.

Apesar de ter estranhado não receber comentários aos meus últimos posts, praticamente desde Maio, aqui no “Palavras Sem Jeito”, não consegui ter a inteligência suficiente para verificar, se porventura alguma anormalidade se estaria a passar.

Há poucos minutos recebi um email do “Blogger”, questionando-me  se continuava interessado em fazer a moderação dos comentários do Blog, devendo fazer a respectiva actualização.

Estranhei porque julgava que tudo estava Ok.  

Entrei no Blog, com o intuito de actualizar essa “premissa”, quando me deparo com 12 comentários por publicar.

Não consigo ter uma resposta plausível para o que se terá passado, porque sempre que recebia um comentário, a informação era-me dada a conhecer no meu email.

Problema de email? Problema de Blog? Incapacidade minha, naturalmente que sim, em não ter verificado a estranheza de não ter comentários.

Muito sentidamente, quero envidar as minhas desculpas à Céu, ao Laerte, ao Rogério Pereira, ao Arthur Claro, à “A Casa Madeira”, ao “Acrescenta um Ponto ao Conto” e a todos os que seguem e passam pelo “Palavras Sem Jeito”.

MIL DESCULPAS.




quinta-feira, 9 de agosto de 2018

MAIS DO MESMO OU "MÃO DO DIABO"
Imagem: Samuel Patrocínio / não corresponde a Monchique

Para uns é mais do mesmo, para outros é a “mão do Diabo”. 

Os Portugueses aguardavam com apreensão como correria o binómio Primavera/Verão, em termos de incêndios.

Quis a Natureza que as condições climatéricas até ao final do mês de Julho, não constituíssem grande perigo para o aparecimento de incêndios. A Europa ardia e Portugal ia passando ao lado. Até os países do Norte experimentaram as agruras dos incêndios ao ponto de  Portugal ter enviado 2 aviões de combate a fogos para a Suécia e de ter também oferecido ajuda à Grécia.

No inicio de Agosto, os Portugueses são alertados para uma vaga de calor que se aproximava. Os aviões emprestados à Suécia, foram mandados regressar e o país preparava-se para em poucas horas entrar em "alerta vermelho". 

O calor veio e veio com toda a força, ao ponto de atingir temperaturas recordes em muitos locais, com temperaturas médias a ultrapassar os 45 graus. Estava criado “o caldo”, para a ocorrência de incêndios, e eles não se fizeram rogados.

Com a memória viva, dos trágicos acontecimentos do ano passado e no esforço de limpeza de terrenos feita um pouco por todo o país ao longo do ano, os Portugueses, revelavam grande espectativa na resposta das autoridades competentes para com estes incêndios.

Os incêndios sucediam-se, ainda que em número inferior ao que era habitual, e a resposta, em condições de temperatura muito difíceis, por parte das forças operacionais com mais ou menos dificuldade, era bastante animadora. As ocorrências não tinham progressão. 

Mais eis que do Sul do país, do concelho de Monchique vinha a noticia da existência de um incêndio.
Passaram 12 horas…24…48…, começaram a ouvir-se os relatos das primeiras habitações ardidas… criticas às autoridades…3º dia, o incêndio quase invade a própria Vila de Monchique…4º dia, volta novamente à Vila de Monchique, os feridos aumentam…5º dia, o incêndio estava 95% controlado, de repente, descontrolou-se; a Autoridade Nacional assume o controlo das operações…6º dia, invade franjas da cidade de Silves … 7º dia (hoje)... continua pela Serra fora, sem dó nem piedade…

Desta vez ninguém reclamou dos meios. Mais de mil operacionais e quase duas dezenas de meios aéreos, estão a ser utilizados neste incêndio.

No entanto, no ar, muitas questões já  ecoam  nas conversas dos Portugueses, mas há uma que sobressai Porque razão este incêndio com tantos meios ao seu dispor já lavra há 6 dias?


Fica uma palavra de Solidariedade para com a população afectada e uma palavra de apreço e gratidão aos Bombeiros e GNR.

terça-feira, 24 de julho de 2018


ESTAMOS PRESENTES E VAMOS CONTINUAR PRESENTES
Foto: Samuel Patrocínio / Dispositivo: Telemóvel

Ontem Beja saiu à rua e o distrito veio a Beja. 

Milhares de pessoas juntaram-se no Aeroporto Internacional de Beja e nos campos adjacentes.

Portugal assistiu. 

Muitos foram os que pensaram e alguns até ousaram criticar, que todos aqueles milhares estavam ali, apenas, com o propósito lúdico de ver aterrar pela primeira vez em Portugal o maior avião de passageiros do Mundo. Um Airbus 380 da companhia aérea Hi Fly.

Puro engano. Ver a situação dessa forma é ter uma visão redutora desta parte do país.

Todos estes milhares não vieram “ver o avião”.
 
Sentiram que através deste momento histórico da aviação portuguesa, podiam mostrar a quem decide e a todo o país, que também fazem parte desta nação. Que também têm direito a que se olhe para o seu aeroporto, como um pólo de desenvolvimento da região e do país. 

Pacificamente, vieram dizer Estamos Presentes e Vamos Continuar Presentes.

Lisboa não pode ignorar os legítimos e justos anseios desta população, que não se esgotam somente no aeroporto.

 É preciso rapidamente enquadrar no “Portugal 20/30”, o pleno aproveitamento do Aeroporto de Beja (nas valências em que melhor se enquadre); terminar a A26/IP8 e electrificar a linha de comboio entre Beja e Casa Branca.

O Baixo Alentejo e Portugal agradecem.

Deixo 2 vídeos ilustrativos do momento: 

domingo, 15 de julho de 2018

BAIXO ALENTEJO - Julho de 2018




Fotos: Samuel Patrocínio / Dispositivo: Telemóvel