domingo, 23 de setembro de 2018


SIM… PELA INTERDIÇÃO A MENORES DE 18 ANOS
                                                                                                                Foto: Samuel Patrocínio

E, eis que a propósito de uma exposição fotográfica do fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe, patente em Serralves se agitaram as “consciências” dos paladinos da Liberdade de Expressão, pelo facto de terem sido interditadas algumas obras do fotógrafo a menores de 18 anos. 

Não quero saber, nem quero abordar aqui, porque me estou marimbando para a demissão do Director Artístico do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Quero apenas dirigir-me a um conjunto de factos, que enquanto cidadão, pai, licenciado num curso no âmbito das artes, por conseguinte, também com alguma formação nesta área, me deixaram, parafraseando uma colega “deveras bruto.”

Não sou nem nunca fui, contra a Liberdade de Expressão, apesar de nem sempre concordar com tudo o que à boleia da Liberdade de Expressão se faz e diz. Neste âmbito, cito Voltaire, “Não concordo com o que dizes, mas defendo até à morte o direito de o fazeres.”

Mas, também não me deixo iludir por determinados indivíduos, que se arrogam em arautos de sabedoria suprema, únicos possuidores da capacidade visionária e que julgam todos os outros como seres encéfalos. Julgam produzir Arte. Argumentam que pintam fora da folha, quebram tabus, derrubam cânones, escandalizam outros, e julgam que por fazerem isso produzem Arte.

Como produzem Arte (julgam eles), consideram-se acima dos restantes mortais, na galeria dos deuses, e têm o direito a expôs a sua bostaria como querem e sem qualquer restrição. 

Não estou com isto a dizer que o falecido fotógrafo Robert Mapplethorpe, não foi um fazedor de Arte, porque foi. Não estou a individualizar. Estou apenas a divagar, em torno daquilo que alguns consideram Arte. 

Ergue-se a minha voz, para “reclamar” aqui no “Palavras Sem Jeito”, o direito, a que até na Arte como em tudo na vida, há idades para tudo.

Não concordo, que um determinado conteúdo, só porque se possa considerar Arte, deva ter acesso livre para todas as idades. Cada coisa no seu tempo. 

Provocar, não é usurpar e abusar de não possibilitar o direito, a cada individuo de usufruir de cada coisa no seu tempo. De universalizar o que não é universalizável. Ainda não vale tudo. No respeito pelo outro há critérios básicos a respeitar. 

Concordo em pleno com a decisão da Direcção de Serralves. 

Interditar o que quer que seja nos moldes que acima argumentei, não significa qualquer limitação à Liberdade de Expressão, como ouvi dizer a alguns que se manifestaram contra a decisão da Direcção de Serralves. Antes pelo contrário. Mas, obviamente têm o direito à sua indignação, como eu a tenho.

O que não entendo é a rapidez com que o Bloco de Esquerda se reportou ao facto. Não é assim tão rápido, a tentar arranjar soluções para tantos problemas que subjugam os Portugueses. Mas, também depois da peripécia de Robles… alguma coisa do que dizem é  para levar a sério?

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A Laranja

Doce, amarga… um dos meus frutos preferidos, que não dispensava na minha adolescência, nas longas noites a estudar Matemática.

1, 2, 3, 4,…8, os exercícios de Matemática desenrolavam-se quase à mesma proporcionalidade, da minha ânsia devoradora de Laranjas. Ridicularizava o ditado popular,  “Laranja de manhã é ouro, ao meio dia é prata e à noite mata.” 

Não sei se este ditado tem qualquer aporte e fundamento científico, mas foi com dor,  com muita dor, que aprendi a considerá-lo totalmente “à letra”, sem qualquer margem para a mínima tolerância. 

Évora. Mil novecentos e noventa e quatro.  Domingo. O mês não me recordo. Era um dia como outro qualquer, mas foi uma noite  diferente de todas as outras. Meio da tarde, Retorno do antigo supermercado Ibérico, com cerca de dois quilos de Laranjas. Ao longo da tarde, paulatinamente ingiro apenas duas.  Só duas. Ao inicio da noite. Indisposição aguda. Hospital. Diagnóstico, paragem de digestão. 

Por mais duas vezes, pus à prova  o ditado popular. Por mais duas vezes o mesmo desfecho. 

Doce, amarga …  “Laranja de manhã é ouro, ao meio dia é prata e à noite mata.”


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

MIL DESCULPAS 


Sempre me disseram que as desculpas não se pedem, evitam-se.

Apesar de ter estranhado não receber comentários aos meus últimos posts, praticamente desde Maio, aqui no “Palavras Sem Jeito”, não consegui ter a inteligência suficiente para verificar, se porventura alguma anormalidade se estaria a passar.

Há poucos minutos recebi um email do “Blogger”, questionando-me  se continuava interessado em fazer a moderação dos comentários do Blog, devendo fazer a respectiva actualização.

Estranhei porque julgava que tudo estava Ok.  

Entrei no Blog, com o intuito de actualizar essa “premissa”, quando me deparo com 12 comentários por publicar.

Não consigo ter uma resposta plausível para o que se terá passado, porque sempre que recebia um comentário, a informação era-me dada a conhecer no meu email.

Problema de email? Problema de Blog? Incapacidade minha, naturalmente que sim, em não ter verificado a estranheza de não ter comentários.

Muito sentidamente, quero envidar as minhas desculpas à Céu, ao Laerte, ao Rogério Pereira, ao Arthur Claro, à “A Casa Madeira”, ao “Acrescenta um Ponto ao Conto” e a todos os que seguem e passam pelo “Palavras Sem Jeito”.

MIL DESCULPAS.