domingo, 27 de março de 2011

E, ASSIM, VAI PORTUGAL

Imagem: Retirada da Internet / Sem Indicação do Autor


Num momento em que Portugal, vive porventura uma das suas maiores crises financeira e económica, senão a maior, com infelizmente, implicações demasiado directas sobre uma franja da população e empresas, o lógico seria, tal como faz a maior parte da Comunicação Social e Blogs, reportar-me ao tema.

Não o vou fazer, ou por outra, se calhar até vou, se no texto abaixo se conseguir arranjar algum termo de correspondência entre o que vou narrar e a situação actual de Portugal.

As próximas palavras são denunciadoras de um quadro visual, que me deixou perplexo, na passada sexta-feira, dia 25 de Março.

Às Sextas-feiras por volta das 19/20 horas, e no sentido de descomprimir, da “stress” psíquico, específico das minhas funções de trabalho, gosta ou de dar uma “voltinha”, pela urbe, ou apenas ficar relaxadamente dentro do carro, a ouvir o programa “Contraditório” da Antena 1, enquanto observo/contemplo o vaivém quase contínuo de gente (que felizmente a minha rua tem, neste Alentejo, em que gente é mais do que uma bênção).

Nesta última Sexta-feira, deparei-me com um cenário, que para uns pode ser uma trivialidade, mas que a mim, confessamente me chocou e, não me importo de me chamarem demasiadamente conservador, ou e se quiserem qualquer epiteto que vos venha à cabeça.

No lado oposto da rua onde me encontrava, a ouvir o “Contraditório” vejo passar duas raparigas na casa dos seus onze, doze anos, numa posse a desfilar o adulto, levando cada uma na mão, um cigarro que num ritmo acelerado devoravam efusivamente.

Pensei que devia intervir e chamar à razão das petizes, mas cobardemente, mantive-me sereno, a escutar o desfilar das opiniões sobre como será o desenrolar das próximas eleições, possíveis cenários pós-eleitorais… e, assim, vai Portugal.

Cada um que julgue por si.

domingo, 13 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

"3 dedos de conversa" com Luís Pedro D´Argent

Foto: retirada da Internet

Na Rádio Pax, em 03/12/2010, Samuel Patrocínio em "3 dedos de conversa", com o Democrata-Cristão, Luís Pedro D´Argent.

Para escutar

domingo, 27 de fevereiro de 2011

"3 dedos de conversa" com Manuel Carvalho


Na Rádio Pax, em 18/11/2010, Samuel Patrocínio em "3 dedos de conversa", com o ceramista, fotógrafo e pintor, Manuel Carvalho.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

NÍVEIS DE EXISTÊNCIA

Foto: Imagem retirada da Internet / Sem indicação do Autor


Pelo envolvimento absolutista a que estamos votados pela sociedade actual e, em consequência, principalmente, pela nossa actividade profissional (resultado de uma sociedade alicerçada na exigência da produção de trabalho, com o quase único intuito de corresponder com os ditames impostos pelo consumismo desenfreado, que simultaneamente nos tem sido imposto e na generalidade voluntariamente vamos aceitando, e inclusivamente, temos o prazer de o tornar em culto), não somos a parar para pensar, “menosprezando”, que enquanto Seres Humanos, somos muito mais do que apenas um invólucro (corpo) físico.

Sem entrar para já em grandes pormenorizações relativos à nossa existência, e adoptando uma postura de senso comum, torna-se bastante óbvio para o mais comum dos mortais (e a essência desta palavra já tem muito que se lhe diga), que, existe para além do corpo físico, algo, a que vulgarmente designamos por alma/espírito, traduzível, muito grosso modo, numa energia dificilmente explicável e quantificável, que nos conduz e direcciona na tomada das nossas atitudes e que, cientificamente muitos consideram tratar-se da nossa consciência.


Circunscrevendo, a nossa existência ao corpo físico e à sua alma/espírito, o que se passa depois da morte do corpo físico, é um enigma que o Ser Humano não sabe responder relativamente ao termo ou continuidade da sua existência. Se para uns a alma/espírito morre com o corpo e tudo acaba, para outros a alma/espírito (em diversas versões e crenças) não desaparece com o termo físico do corpo. Seja como for, provavelmente para a grande maioria, a dúvida é a única certeza.

Entrando numa dimensão mais pessoal do tema, considero que o corpo físico é tão somente o espaço que alberga, ajuda a manter e desenvolver (corpo são em mente sã), a nossa alma/espírito, intuído como sendo igualmente o nosso nível de consciência – nível Mental, que pode ao longo da nossa vida sofrer alterações quer num sentido de atingir patamares visando a excelência (com o intuito de focalizar uma dimensão suprema que inclui não apenas conhecimento, mas também valores de natureza humana visando a perfeição), nunca atingível, quer em sentido inverso, em consequência de episódios de vida, que influem nesse sentido. Não esqueço que na construção da nossa existência, somos moldados por factores culturais, incluindo religiosos, forma como somos educados, valores aduzidos, conhecimentos adquiridos ao longo da vida e também factores emocionais que são absolutamente determinantes. Por outras palavras, para mim a nossa existência, ocorre no nível Mental, Emocional e Físico, tal como advoga o Prof. Vithoulkas, havendo interacções de influência entre os três níveis de Existência, sendo que se o nível Físico (como se vê no exemplo em baixo descrito) for atingido, poderá não afectar o nível Emocional e Mental. Contudo quando o nível Mental é atingido, as repercussões são visíveis ao nível Físico e Emocional. Quando é atingido o nível Emocional, haverá consequências ao nível Físico, podendo não as haver ao nível Mental.

Para além do referido anteriormente, há pergunta se existimos apenas no corpo físico, ou há algo mais, a resposta de que há, algo mais, digo mesmo, bastante mais, está por exemplo, no exemplo, do corpo “limitado” – nível Físico - do Físico Stephen Hawking, que em termos de corpo físico, não dá uma resposta eficaz, ao inverso do seu nível de consciência/espírito/alma – nível Mental.

Em suma, há muito mais do que apenas o corpo físico, sendo que a nossa existência não se reserva apenas à sobrevivência, mas contempla outros níveis.

domingo, 30 de janeiro de 2011

COM ESPERANÇA NA VITÓRIA - EGIPTO / EGYPT


COM ESPERANÇA NA VITÓRIA.

CHEGA DE DITADURAS.

AO POVO, SEJA ELE QUEM FOR, O DIREITO A SEGUIR O SEU CAMINHO.

domingo, 9 de janeiro de 2011

1871 - 2011 O QUE MUDOU?

"O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a agiotagem explora o juro."


(Março de 1871. In "AS FARPAS -Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão", coordenação de Maria Filomena Mónica, Edições Principia - Publicações Universitárias e Científicas)