domingo, 30 de janeiro de 2011

COM ESPERANÇA NA VITÓRIA - EGIPTO / EGYPT


COM ESPERANÇA NA VITÓRIA.

CHEGA DE DITADURAS.

AO POVO, SEJA ELE QUEM FOR, O DIREITO A SEGUIR O SEU CAMINHO.

domingo, 9 de janeiro de 2011

1871 - 2011 O QUE MUDOU?

"O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a agiotagem explora o juro."


(Março de 1871. In "AS FARPAS -Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão", coordenação de Maria Filomena Mónica, Edições Principia - Publicações Universitárias e Científicas)

domingo, 2 de janeiro de 2011

CHEGAMOS A 2011/COME TO 2011/LLEGAMOS A 2011

Ai está, chegamos a 2011.

O Ano que previsivelmente, não irá deixar saudades aos Portugueses. Mas os anos não se culpam, é uma idiotice minha estar a fazê-lo. Culpam-se políticas, valores, métodos e acima de tudo os actores responsáveis por colocar em prática estes itens, ou seja, os governantes.

Não precisamos de pensar muito para entendermos o que nos aconteceu.

Um dia disseram-nos que era bom mudar-mos o nosso estilo de vida. Disseram-nos que era bom ir-mos viver para as cidades ou para as suas franjas. Disseram-nos que devíamos abandonar as nossas casas no campo, ou as herdadas e vazias deixá-las cair ou vendê-las, por troca por um apartamento frio, de construção duvidosa, sem lareira mas com gás canalizado (note-se). Disseram-nos que as nossas hortas e pomares nas nossas aldeias, eram prejuízo, pois podíamos comprar todos esses produtos a preço muito baixo num desses “casões” onde se vende tudo. Disseram-nos que era bom ter carro, e, nós orgulhosamente fizemos dele a nossa ostentação, como se por ele conseguíssemos essa tão ambicionada ascensão social. Disseram-nos…, Disseram-nos…, Disseram-nos… e nós acatámos, e verdade seja dita, assim o quisemos.

E, agora … cortaram-nos a Esperança, criticaram-nos por termos embalado em sonhos de abismo e, a culpa, essa é nossa e não deles.

Ficámos sem as casas da nossa aldeia, e muitos sem as da “troca”. Ficámos sem as nossas hortas e pomares, e estando totalmente dependentes das grandes distribuidoras. Ficámos a trabalhar longe de casa, e, as empresas petrolíferas têm-nos nas mãos. Ficámos…, Ficámos…, Ficámos…
Esquecem porventura, as nossas mentes brilhantes que tudo tem um verso e um reverso, e

no reverso, vejo claramente que o Regime tal como o conhecemos, assente em princípios ainda assim e com muito que se lhe diga, Democráticos (mais para eles do que para nós), está a chegar ao seu términus. O que virá? Não sei.


UM BOM 2011, PARA TODOS.



Woe is we come to 2011


The year that is expected, will not be missed by the Portuguese. But do not blame the years, my being is silly to do so. They blamed policies, values, methods, and above all actors responsible for putting into practice these items, or rulers.

We do not need much thinking to understand what happened to us.

One day we were told that change was good-we our lifestyle. They told us it was good to go We live in cities or its fringes. They told us that we should abandon our homes in the countryside, or the inherited and empty drop them or sell them, in exchange for a cold flat, construction losses, but with no piped gas fireplace (note). They told us that our gardens and orchards in our villages were prejudice, because we could buy all these products at a very low price of these "case" where they sell everything. They told us it was good to have the car, and we did it proudly our boast, as we could for him this coveted social advancement. They told us ... We were told ... They told us ... and we respected, and truth be told, so we wanted.

And now ... cut them Hope, criticized us for we have packed into the abyss of dreams and the blame that is ours and not theirs.

We ran out of the houses in our village, and many without the "exchange". We are out of our gardens and orchards, and being totally dependent on large distributors. We were working away from home, and the oil companies have us in their hands. We were ... We were ... We were ...

Perhaps forget, our brilliant minds that everything has a rhyme and a reverse, and in reverse, I see clearly that the regime as we know, based on principles and still with much to say about them, Democratic (more to them than for us), is coming to its terminus. What's next? I do not know.
2011 GOOD FOR EVERYONE


Ay es que llegamos a 2011


El año que se espera, no se pierda por los portugueses. Pero no culpo a los años, mi ser es tonto para hacerlo. Se culpó a las políticas, valores, métodos, y por encima de todos los actores responsables de la puesta en práctica de estos artículos, o los gobernantes.

No necesitamos pensar mucho para entender lo que nos pasó.

Un día nos dijeron que el cambio era bueno, que nuestro estilo de vida. Ellos nos dijeron que era bueno para ir Vivimos en ciudades o en sus márgenes. Nos dijeron que debíamos abandonar nuestras casas en el campo, o la herencia y vacío caída de ellos o venderlos, a cambio de una pérdida de frío de la construcción plana, pero sin chimenea de gas por tubería (la nota). Nos dijeron que nuestros jardines y huertos en nuestros pueblos fueron los prejuicios, ya que podría comprar todos estos productos a un precio muy bajo de estos "casos" donde se vende todo. Ellos nos dijeron que era bueno tener el coche, y lo hicimos con orgullo nuestra gloria, como pudimos para él este avance social codiciado. Nos dijeron ... Se nos dijo ... Nos dijeron ... y respetado, y la verdad se dijo, por lo que queríamos.
Y ahora ... Espero que cortarlas, criticó nosotros hemos incluido en el abismo de los sueños y la culpa es nuestra y no de ellos.

Salimos corriendo de las casas de nuestro pueblo, y muchos de ellos sin el "intercambio". Estamos fuera de nuestros jardines y huertos, y ser totalmente dependiente de los grandes distribuidores. Estábamos trabajando fuera de casa, y las compañías petroleras que nos tienen en sus manos. Estábamos ... Estábamos ...; Estábamos ...

Tal vez se olvide, nuestra mente brillante que todo tiene un ritmo y una inversa, y al revés, veo claramente que el régimen tal como la conocemos, basada en los principios y aún con mucho que decir acerca de ellos, Demócrata (más para ellos que para nosotros), está llegando a su término. ¿Qué será lo próximo? No lo sé.

BUENO PARA TODOS 2011.



P.s. - Tradução Inglês e Espanhol - Google.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

A ESSÊNCIA DA TERRA

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Na verdade poucos serão aqueles, que alguma vez tenham pensado, perder a faculdade olfactiva, porém, todos nós já passamos por períodos em que devido a uma constipação, não temos o olfacto a “laboral”, com a normalidade a que diariamente estamos habituados.
Do que mais gosto pela manhã, é de sentir a “Essência do Campo”, ou seja os seus aromas, os cheiros que emanam do campo, e que, poderão parecer insignificantes, mas que são de grande riqueza dada a sua constante mutabilidade. Todos os dias, e até várias vezes durante o dia, os aromas do campo vão-se alterando, ora cheira a terra lavrada, a terra molhada porque choveu ou porque o Campo foi regado, a um rebanho de ovelhas que acabou de passar, ao florir do rosmaninho ou do alecrim, aos pinheiros que foram cortados para se retirar a seiva, à ceifa de um campo de cereais, à cozedura de pão no forno de uma quinta, a lenha queimada que sai das lareiras, enfim, a um sem número de cheiros que nos chega ao olfacto e, intuitivamente nos incorpora no espaço físico a que pertencemos. Perder o olfacto era perder, uma parte daquilo que somos e, neste caso específico perder a matricidade cultural a que pertencemos e à qual fomos moldados.

Depois, há os outros cheiros, os nossos cheiros, os cheiros dos nossos incensos, das nossas comidas, dos nossos animais, da nossa casa e das vizinhos e os cheiros que vamos detectando ao longo do dia. Sentiria a sua falta se perdesse o olfacto. Sentir-me-ia perdido e desorientado, pois o olfacto, é também uma forma de comunicação. A cada cheiro, não preciso de ver imagens, para percepcionar o que está a acontecer. Por exemplo, se cheirar a gás, sei que tenho de agir, pois algo de mal poderá acontecer. Se cheirar a pão acabado de cozer, eu já sei que posso ir à padaria, isto não falando já, do efeito que os aromas de cariz medicinal têm sobre o nosso cérebro e das reacções que induzem.

E, há ainda cheiros que não me importava nada de perder, o cheiro do tubo de escape libertado pelo autocarro que tenho de ultrapassar todos os dias, que me deixa mais morto que vivo, o cheiro a herbicida, a adubos e outros químicos, que paulatinamente vão “substituindo as Essências do meu Campo.”

sábado, 6 de novembro de 2010

DE ONDE VIMOS, O QUE FAZEMOS AQUI, PARA ONDE VAMOS...

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Não há para o Homem, dilema mais intrigante e desafiador do que, saber de onde veio, o que faz aqui e para onde vai. Esta sequência está no cerne do princípio basilar em que assenta todo o pensamento humano. É o tónico estimulador e trave mestra que norteia a espiritualidade humana, em qualquer das suas crenças, sendo igualmente por outro lado a unidade essencial que impulsiona a força motriz do conhecimento cientifico.

Bem antes da procura incessante da “verdade” por meios científicos, já o Ser Humano procurava encontrar respostas, indo de encontro à sua dimensão espiritual, para explicar o desconhecido, nem que essa dimensão assentasse apenas no poder do totem.

Hoje é sabido, que a sociedade contemporânea mais do que valorizar a dimensão espiritual e o conhecimento científico, pelo menos no Ocidente, “assentou arrais” em filosofias indubitavelmente caracterizadas pelo consumismo e materialismo, factor claramente inibidor do pensamento.

Como Ser Humano dou muitas vezes comigo a tentar arranjar fundamentos, que possam minimamente ter uma razão plausível, que como a muitos, me aquietam o espírito. Incorreria em inverdade, se referisse que não postulo o meu pensamento em “conhecimentos” científicos que são presentemente aceites como verdades quase inquestionáveis, ou em crenças assentes no determinismo da fé.

Entendo que, pelo menos até que o conhecimento não consiga transpor níveis de sapiência (presentemente, para mim, extremamente difíceis de imaginar como se corporizam), não será possível obter a verdade que todos perseguimos e ambicionamos, por outras palavras, penso que o Homem levará muito tempo, e nessa altura nem sei se o homem terá o aspecto físico que hoje apresenta, até que consiga ter a “pureza” suficiente que lhe permita ter o entendimento e domínio do saber, compagináveis para com as exigências da mais ansiada das respostas. Muito provavelmente quando isso acontecer , e continuo a dissertar, é porque estamos preparados para entrar numa outra dimensão, pois tudo aquilo que Hoje faz sentido, deixará de fazê-lo. Desvendar-se-á o âmago do existencialismo humano. Aquilo que hoje canaliza todas as sinergias em procura de uma resposta, deixará de ter sentido.

Quer se acredite em teorizações assentes em matrizes científicas, ou ao invés com génese na multiplicidade de “filosofias” baseadas nos mais diversos princípios fundamentados da crença, ninguém, pode com certeza, dizer ser detentor de alguma verdade, que quer se queira quer não continua intangível.

Mesmo a “verdade” assente na presunção científica que apresenta uma resposta para uma parte do percurso (independentemente da sua discutibilidade), o aparecimento do Homem, não consegue responder ao que se passou a montante deste episódio ( como tudo surgiu/ o que haverá para além do nosso Cosmo /etc), nem tão pouco à pergunta presente “o que fazemos aqui”, nem a jusante à questão “ para onde vamos”. Aliás, ao mais leve saber que se acrescente no edifício do conhecimento universal, as dúvidas parecem sempre suplantar as certezas, ou seja, sempre que a ciência vai conseguindo aparentemente dados mais objectivos, mais e mais complexas dúvidas aparecem sobre a questão fulcral que trespassa gerações desde que o homem se entendeu como Ser pensante. Cerca de dois milénios e meio volvidos é caso para parafrasear o filósofo Sócrates, “só sei que nada sei”.

É absolutamente inegável, que a ciência tem feito grandes avanços nos últimos cerca de dois séculos. Mas será que posso com total rigor dissê-lo desta forma? Porventura numa escala de conhecimento humano assim é. Contudo a que valor quantitativo equivale o conhecimento humano relativamente ao conhecimento “real do Cosmo”, partindo do principio hipotético que este possa algures numa determinada escala ser finito. Não estará o conhecimento humano ainda numa fase tão insípida do CONHECIMENTO, que nem chega a ser um conhecimento marginal? Por esta mesma razão, o Professor de Física que pediu aos alunos para esquecessem tudo o que tinham aprendido no Secundário, lhes irá no inicio do quinto ano do curso, dizer para esquecerem o que aprenderam nos anos anteriores, precisamente porque o que hoje é em ciência, não o foi ontem e com muita certeza menos o será amanhã, até que aja um real domínio do CONHECIMENTO.

E, antes de terminar, o copo. Sou impulsionado a perguntar, qual copo, porque nem sei se existe algum copo. Não será o copo apenas uma minúscula fracção de matéria, pertencente a uma enorme unidade de matéria? Se me regesse apenas pelo conhecimento do senso comum de que hoje dispomos, responderia, que existe um copo que pode estar cheio, meio cheio ou vazio de água, ou com um maior rigor se estivesse vazio de água estaria cheio de ar. Porém, já hoje sabemos que através da física quântica e disciplinas associadas, que uma resposta nesse sentido caía no campo do reducionismo, isto para não dizer que os conhecimentos hoje considerados, amanhã serão ainda eles considerados ultrapassados e igualmente incorrectos, veja-se o caso da memória da água e do poder do pensamento humano sobre a mesma.

Não tenho poder conclusivo sobre o quer que seja, todavia, não tenho pejo em considerar que somos nós quem determina quase totalmente, a forma e o modo de como queremos viver. Somos nós praticamente os únicos responsáveis por projectar-mos ou inibirmos a nossa energia, somos nós que determinamos o conteúdo e a focalização dos nossos pensamentos, somos nós que rejeitamos ou fazemos uso da força extraordinária que o conjunto energia/pensamento podem potenciar, afinal somos nós que vivemos a nossa vida, e nela e sobre ela temos o poder de a conduzir como queremos.

De onde vimos, o que fazemos aqui, para onde vamos … seja um princípio, uma passagem ou um fim.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

UM RUMO


Foto: Samuel Patrocínio


Muito se tem falado nos últimos tempos, sobre o que está na génese dos momentos aflitivos e extremamente “agonizantes” que todos, ou em bom rigor, uma grande maioria dos portugueses está e irá viver nos próximos anos.


É sem dúvida, importante definir meticulosamente quais são as causas de termos chegado a um beco sem praticamente saída, com o intuito, de futuramente corrigirmos a trajectória e, encarrilar-mos no caminho certo, mas, neste momento, o mais importante é termos por parte do poder político, a definição de um rumo, de uma directriz, de um caminho, que contrariamente ao que se tem passado sempre que nos apertam com impostos (dizem-nos constantemente que temos de nos sacrificar, porque dentro de dois ou três anos iríamos ver o resultado desse esforço. Presumo que o resultado desse esforço, não é termos sucessivamente, mais e mais, e ainda mais impostos pela frente), dão-nos esperança e depois fecham-nos a porta, com trancas e tudo.

Ou nos talham desta vez um rumo que efectivamente seja definido e definitivo (acredito que já dificilmente nos convencerão), ou indubitavelmente dar-se-á a falência do nosso regime político e da sua assumpção democrática tal como a conhecemos, até porque, a forma de ver a política e os políticos, essa já nunca mais será a mesma.