domingo, 21 de março de 2010

LIMPAR PORTUGAL



Embora sabendo que a Iniciativa “Limpar Portugal”, não seja uma ideia inédita, foi importada da Estónia, sou a “tirar o meu chapéu”, e a agradecer profundamente ao mentor e dinamizador da sua implementação em Portugal.

Sou igualmente a reconhecer valor, mérito, espírito de comunidade e cidadania e acima de tudo, o amor imenso que demonstraram pelo seu país, todos aqueles que voluntariamente “arregaçaram as mangas”, pegaram em si e foram imbuídos da missão de deixar Portugal mais limpo, asseado e onde ainda, vá dando gosto viver.

Esta é a parte boa da história.

Mas existe nesta história outra parte, a parte de uma série de portugueses, cujo pendor nobilíssimo anda entre o javardo puro (sem ofensa ao animal) e o estúpido idiota, com laivos de nojentisse armados em donos do planeta, que arrogantemente e privilegiando apenas a matriz capitalista, consideram poder transformar e colocar na Natureza, tudo aquilo que os seus cérebros torrados de visões ordinárias de obtenção de lucro, lhe dita.

Ignoram tais personagens, que tal como todos os seres viventes, nascem, vivem e morrem. Por outras palavras, o Planeta onde nasceram não lhes pertence. Não é propriedade sua. É sim, um espaço que utilizam. É um legado para as gerações vindouras.

Quero crer, embora saiba que estou a ser hipócrita, que com este dia de “Limpar Portugal”, todos aprenderam a lição e jamais, necessitaremos de um dia igual.

Seja como for, foi uma iniciativa importante, útil e, tenho a certeza que muitos pensarão duas vezes antes de depositarem lixo, para onde quer que seja. Embora a memória seja curta.

PARABÉNS A TODOS OS QUE SE ENVOLVERAM NESTA INICIATIVA.
PORTUGAL FICOU MAIS BONITO E AGRADECE.

domingo, 14 de março de 2010

IGNORANTEMENTE ...AS NOSSAS CAPACIDADES


Como todos já repararam, apenas consigo colocar um post de semana a semana (normalmente ao Domingo), altura em que dou uma volta por outros blogs que já considero amigos, deixando o meu comentário.

Acontece porém, que o Ser Humano, é algo dificilmente definível (provavelmente até mesmo indefinível) e enormemente indecifrável, em todas as suas componentes que o constituem. Embora neste momento disponha de um sem número de assuntos que tenciono abordar, a verdade é que, tanto a nível físico com psicológico, o meu “SER” impiedosamente ditou, ao mesmo estilo da Coreia do Norte e outros regimes de inteligência similar (contra minha vontade), que estava expressamente proibido de o fazer, até encontrar as mínimas condições de escrita e pensamento, que não venham a envergonhar o “PALAVRAS SEM JEITO.”

Ignorantemente julgamos dominar as nossas capacidades ou por orgulho ou por necessidade, só que, cada organismo tem as suas limitações e quando estas atingem um determinado limite, obviamente que a resposta lógica é sempre, inversamente proporcional àquilo que tencionávamos.

Se não puder antes, no próximo Fim de Semana, estou de volta (assim espero).

A TODOS UM GRANDE ABRAÇO.

segunda-feira, 8 de março de 2010

DESCALÇA VAI PARA A FONTE


No Dia Internacional da Mulher.

A TODAS AS MULHERES DO MUNDO.

Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
Vai formosa, e não segura.

Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de camalote;
Traz uma vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.

Vai formosa, e não segura.
Descobre uma touca a garganta,
Cabelos de ouro entraçado,
Fita de cor encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à formosura.
Vai formosa, e não segura

Luís Vaz de Camões

domingo, 28 de fevereiro de 2010

EM PORTUGAL, PROTEGE O ESTADO AS VÍTIMAS OU OS criminosos?

Foto: retirada da Internet / sem indicação do autor
"Chegámos ao limite."
"Nunca Portugal viveu uma onda de criminalidade como a que estamos a viver."
"A brutalidade e a violência empregue pelos bandidos não cessa de aumentar."
"Onde está o país de brandos costumes? "
As frases não são minhas. Ilustram o país que de brando passou a território de Medo e Insegurança .


Hoje em Portugal vive-se a ditadura do medo, da desconfiança, da Insegurança. Todos, ou quase todos, já sentimos de perto, este flagelo.

Obviamente que sempre houve criminalidade. Sempre, mas nunca nos moldes e formatos que há cerca de cinco a seis anos, e de forma cada vez mais assustadora e crescente, aflige Portugal.

Aos portugueses não interessa já saber qual é a génese deste aumento da Insegurança. Interessa apenas uma coisa, ter um Estado que verdadeiramente os saiba proteger. E, é sentimento geral que essa protecção praticamente é mera miragem.

Acontece que, muita gente (ao qual eu julgo também pertencer) que outrora era imbuída de um sentir humanista e, abominava a Pena de Morte e outras práticas, mas não uma justiça que pugnasse por ser justa, caminha agora desamparado da sua crença, e, começa a anuir que a ineficácia do poder judicial em punir o que deve ser punido, leva a breve trecho à vitória dos puristas da Pena de Morte e práticas repressivas altamente violentas.

Urge que, quem tem o poder, ENTENDA, que o País exige para ONTEM:
- Leis justas que penalizem o crime e, não o travestem deixando os criminosos soberbamente “a gozar” dos cidadãos de quem abusaram e das autoridades que os tentaram deter.
- Que o Estado não pode alimentar com quaisquer tipo de subsídios uma cambada de parasitas, que assim o deseja ser para ter mais tempo para o crime.
- Que nem todos os crimes exigem prisão, mas muitos certamente terão um efeito correctivo maior, se os criminosos forem obrigados a repor com trabalho, em prol das vitimas ou da comunidade, os prejuízos causados.
- Que há determinados grupos (e deixem-se de gritar aos sete ventos que se trata de preconceito, xenofobia, racismo, etnicismo, ou o quer que seja, pois contra facto não há argumentos) que devem num primeiro momento imediato ser vigiados, num segundo momento ser integrados.

A terminar, apenas quero frisar que sou solidário com o esforço da forças de segurança, mas não com um tal de legislador nem com a magistratura judiciária, quando vejo determinadas sentenças que aplicam.

P.S. – para que conste, nas últimas três semanas a casa dos meus pais foi assaltada uma vez, tendo numa segunda tentativa ocorrido uma abortagem de assaltado por intervenção directa da minha mãe e do meu pai. E é uma casa modesta, imaginem se não fosse. Igual sorte tiveram outras casas da aldeia. As autoridades até desconfiam quem seja…mas?
Deixo uma pergunta.
Em Portugal, protege o Estado as VÍTIMAS ou os criminosos?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

JARDIM DE PORTUGAL

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

Este não era o post que eu queria fazer. Não… não queria mesmo.

Em primeiro, incumbe-me reverência perante todos os meus concidadãos que perderam no sábado a vida na Madeira, depois, devo um sentimento de pesar para com todos os madeirenses vítimas dessa malfadada tragédia.

Disse no último post que, não era tempo para a crítica. Disse e volto a dizer. Eu não a fiz no Sábado, nem o farei hoje.

Considero que os possíveis motivos de crítica, se tornam verdadeiramente incipientes perante a pesada factura que foi paga pelo povo da Madeira, sejam eles um simples cidadão ou o mais reputado dos governantes e, porque estou totalmente convencido, que na reconstrução que se segue, vai haver um outro olhar e postura. Não quero com isto dizer, que não percebi rapidamente, que a causas naturais, alicerçadas numa precipitação atípica, na orografia da ilha e na composição dos seus solos, se associaram erros de Ordenamento e Gestão do Território, tornando quase ou praticamente inevitável a tragédia.

Quero antes, frisar a resposta célere, eficaz e assertiva que tem vindo a ser dada a uma tragédia desta natureza por parte das Autoridades Locais e Nacionais.
Quero igualmente manifestar a minha surpresa, perante a serenidade, a maturidade e a determinação que têm mostrado, vítimas directas e indirectas (muitas das quais perderam entes queridos), muito diferente daquilo que temos visto noutros cenários de tragédia por esse Mundo fora.

Por fim, quero evidenciar o sentimento de perda e tristeza, manifestamente genuínos, demonstrado pelos Portugueses do Continente, para quem ainda tinha dúvidas, no sentir UNO da nação pátria, Portugal.

E A MADEIRA CONTINUARÁ A SER O JARDIM DE PORTUGAL.

P.S. – Ao escrever este texto e durante estes dias, não pude deixar de lembrar a memória da minha colega de Universidade, madeirense, Carla.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

MADEIRA - FORÇA, CORAGEM E ESPERANÇA.

E, chegou a nossa vez…

Ainda há cerca de um mês assistimos impotentes às imagens de destruição e dor, que nos chegaram do Haiti em consequência de “um golpe da natureza”. Estávamos longe de imaginar que essas mesmas imagens de destruição e dor (ainda que numa outra escala e com outro protagonista), nos bateriam à porta.

Há hoje em cada Português e em Portugal, um sentir de dor e grande pesar.

Para os madeirenses e para a Madeira, desde o Continente, um abraço fraterno e um ecoar profundo de FORÇA, CORAGEM E ESPERANÇA.

P.S. – Voltarei a este tema brevemente, para uma análise mais profunda. Em respeito a todos os que perderam hoje a vida, e, no meio das horas cruciais das operações de socorro, sou a abominar as vozes que já se levantaram, relativamente às diversas culpabilidades para a ocorrência do fenómeno meteorológico e numa fase seguinte o agravar das consequências.
Deixo claro, que é de todo essencial fazer essa discussão.

Não hoje.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

SIM. NÃO.

Foto: Samuel Ramos Patrocínio

A assumpção clara de que este Blog, é cada vez mais NOSSO e menos MEU, leva-me a dissertar sobre temas, que são colocados por quem visita o PALAVRAS SEM JEITO. Para a visitante “Sarinha”, impunha-se uma reflexão sobre o que encerram as palavras SIM e NÃO.

Numa observação menos atenta e pouco reflectiva, trazer este tema para o blog, parece ser uma minudência, todavia, não é necessário fazer nenhuma tese para rapidamente entendermos, que estas simples palavras de apenas três letras, possuem um peso determinante na nossa vida, ou não seja o nosso percurso de vida, uma súmula de SINS e NÃOS.

Todos somos obrigados a tomar decisões. Em qualquer circunstância, “decisões” implicam sempre uma tomada de posição assente no princípio básico do SIM ou do NÃO.

Em todas as decisões apenas podemos optar por três situações, a saber:
1 – dizer SIM;
2 – dizer NÃO;
3 – dizer SIM ou NÃO, quando a nossa vontade era dizer o oposto.

Nos dois primeiros pressupostos, não existem interferências externas ou factores limitativos, que nos obrigam a condicionar a nossa resposta. A decisão é tomada de livre vontade, embora, nem sempre de forma totalmente assertiva, por óbvias limitações humanas na capacidade de previsibilidade relativamente a um acontecimento futuro.

No terceiro pressuposto, a nossa vontade é literalmente rejeitada, por nós próprios, devido a condicionalismos que nos obrigam a tomar uma posição diferente daquela que na realidade queríamos. Esses condicionalismos têm múltiplas origens, assentando na nossa dependência económica, social, intelectual, psíquica, sentimental e até física perante outrem.

Se nalguns casos a nossa dependência é de tal forma latente que, pouco ou muito pouco, pudemos ousar fazer para actuarmos de forma diferente (ou pelo menos tentarmos ir criando paulatinamente condições para que isso aconteça), sob pena de atendendo à nossa força sermos subjugados de uma forma quase definitiva, noutras há, que esses condicionalismos só o são devido à nossa covardia.

SIM. NÃO.