quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

DIA MUNDIAL DA RÁDIO 

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Rádio. E eu vivo Rádio.

Desde muito novo, que a Rádio faz parte de mim. Logo pela manhã ouvia Rádio. Há noite trocava a televisão pela Rádio.

Nos fins-de semana e nas Férias, no desenvolvimento de tarefas de natureza física, a Rádio acompanhava-me de manhã à noite.

Comecei a imitar os locutores de Rádio, a inventar reportagens, a querer ser jornalista e trabalhar na Rádio.

Mas como diz a música, o meu país não quis. Não esqueci a Rádio.

Assim que pude fiz-me à vida e lancei o “corpo ao manifesto”. Fiz-me eleger para a Associação de Estudantes da minha Universidade, para coordenar a secção de Jornalismo. Obviamente com o objectivo de propôr um programa de Rádio para a Associação. 

Em 1993 sem nunca ter tocado num microfone ou mesa de mistura, mas a respirar Rádio, estava a fazer um programa de Rádio semanal de duas horas, na Rádio Diana em Évora. O saudoso “UE NOSSA”.

De lá para cá surgiu o “Agora Profissional”, na Rádio Vidigueira. Esteve no “Ar”, mais de 10 anos. Em simultâneo fui fazendo na mesma Estação Emissora o “Ágora Fm”, o “Pontos de Vista”, e um outro programa em que era moderador politico, de que não me recordo do nome.

Passei para a Rádio Pax (Beja), onde fiz o “EPC Apontamentos”, e em simultâneo o “3 Dedos de Conversa” e a rubrica “Naturalmente Falando”.

Seguiu-se a Rádio Voz da Planície também em Beja, onde dei corpo e alma ao “Ser EPC”.
Por opção e cansaço, desde Junho de 2018, que não faço Rádio, mas continuo a não viver sem a Rádio.

Deixo-vos uma Conversa que que tive muito recentemente com uma das grandes figuras da Rádio Portuguesa, o locutor José Candeias, na Antena 1, e que foi lançada hoje, em versão vídeo.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

If I Were a Refugee


No último Post deixei um texto para este filme. Hoje fica o filme em Inglês.

Podem ainda ver este filme no seguinte endereço, onde já leva mais de 1200 visualizações: https://www.facebook.com/eprofcuba/videos/333144630631589/?epa=SEARCH_BOX

domingo, 13 de janeiro de 2019

E SE EU FOSSE UM REFUGIADO

Foto: Samuel Patrocínio

Não queria deixar para trás o meu mundo, e deixei,
Não queria atravessar o Mediterrâneo na penumbra da noite, numa valsa apinhada de miseráveis como eu, e atravessei,
Não queria ver o meu filho perder a vida numa praia da Europa, e vi,
Não queria que me colocassem num campo de refugiados, e colocaram,
Não queria que me olhassem com desconfiança, e olharam,
Só queria correr livre,
Livre, como tu.

O Primeiro Post de 2019 do “Palavras sem Jeito”, é dedicado a todo o Ser Humano. 

Nota: Escrevi este texto, para um pequeno trabalho audiovisual, inserido num projeto internacional Erasmus, dedicado à temática dos Refugiados.
 

sábado, 22 de dezembro de 2018

UM SANTO E FELIZ NATAL

Desejo a Todos os  Amigos do "Palavras sem Jeito",  Um Santo e Feliz Natal.
Deixo-vos como presente o filme "Contos de Esperança", onde participo como João. Vejam e partilhem.  
 
https://www.facebook.com/eprofcuba/videos/2735281529831567/


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Quem se acobarda “leva no lombo”
 Paris
Foto: Samuel Patrocínio / Dispositivo: Telemóvel

Na última edição do Jornal “Sol”, em primeira página,  lê-se num dos títulos que,  “Qualquer Dia o Povo Revolta-se e Tem Toda a Razão”, atribuindo a afirmação a Pedro Santana Lopes.

Hoje titulam alguns jornais que os Portugueses pagam na Electricidade três vezes mais em Impostos do que os Espanhóis.  

Há dias já os jornais tinham referenciado, a imensa carga de impostos que pagamos nos combustíveis e as televisões mostraram como era possível comprar gás de botija em Espanha a metade do preço.

Estive a semana passada quatro dias em França na região de Paris em lazer.  Acompanhei pelas televisões locais a “revolta” dos “Gilets Jaunes” ou em Português, dos “Coletes Amarelos” e percebi que tinham o apoio da grande maioria da população Francesa, fala-se em mais de 74% dos Franceses.

Santana Lopes e a restante classe política Portuguesa, sabe como eu sei, e como todos os Portugueses sabem, que os Portugueses falam, falam, mas não batem

Os políticos Portugueses sabem de forma minuciosa  o Povo que têm. 

Sabem que o Povo “Aguenta”, todas as Taxas, Taxinhas e Impostos, que se lembrem de inventar, sem que ninguém se limite a esboçar um mínimo gesto simulador de qualquer atitude hostil.

Os Portugueses comem e calam.   

Os Franceses lutam e colocam os seus Políticos na “corda bamba”. Não aceitam mais impostos sobre os combustíveis. Macron não entendeu de imediato o alcance e o poder dos “Coletes Amarelos”, ou seja do Povo, e reagiu com sobranceria. Não está em Portugal. Pagou e vai pagar por isso.  Ontem, em jeito de volte face e “com o rabo entre as pernas”, já veio admitir rever o preço dos combustíveis.

Quem luta pode alcançar. Quem se acobarda “leva no lombo”.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Sociedade Adulta
 Elementos da Minha Família

Desde que me lembro enquanto gente, que sempre vivi com animais. Em bom rigor, sempre vivi com Amigos. Amigos que são Família. Amigos que tiveram e têm grande influência naquilo que sou. Amigos que foram e são tantas vezes um suporte da minha alma. Amigos que chorei ao ver partir e que abalaram o fundamento do meu Ser. Amigos que escancararam as portas do meu coração no dia em que os conheci. Amigos. Família.

Em prol dos que são meus, de Família e de outros animais de companhia, rejubilei, quando em Portugal recentemente se publicou uma Lei (ainda que incipiente), que lhes dá alguma garantia de protecção.

Apesar do que ainda é observável no terreno, principalmente com animais abandonados ou nascidos no âmbito da indigência, sempre acreditei, que as Autoridades e Justiça Portuguesa, não iriam fazer vista grossa a esta Lei. 

A prová-lo está a recente condenação a prisão efectiva de um cidadão, pela morte de uma cadela, para além de outras condenações menores que têm ocorrido. 

Ouvi muitas vozes aplaudir esta decisão da Justiça Portuguesa. Aplaudi também. Ainda assim, ouvi algumas vozes, a condenar. Condenavam com o argumento da Justiça nem sempre funcionar de igual modo com os Seres Humanos.  Argumento saloio e sem fundamento, porque uma coisa não implica a outra.

Uma Sociedade que se preocupa com os seus animais é uma Sociedade Adulta, e Portugal tem demonstrado que é cada vez mais essa Sociedade.