sábado, 15 de outubro de 2011

INDIGNAÇÃO

Foto: Samuel Patrocínio / Mural na Cidade de Lisboa

Hoje é dia de INDIGNAÇÃO. Por todo o mundo há razões para a Indignação. Estamos em guerra. Em guerra contra rostos desconhecidos, que nos usam como seus soldados.

URGE INDIGNAÇÃO.

URGE batalharmos contra aqueles que mansamente nos foram aprisionando.

MAIS DO QUE NUNCA HÁ RAZÃO, MOTIVOS E NECESSIDADE DE INDIGNAÇÃO.

Em TODO O MUNDO, mas em Portugal, PRINCIPALMENTE.

INDIGNAÇÃO

terça-feira, 4 de outubro de 2011

VIVA A REPÚBLICA


VIVA A REPÚBLICA (NÃO ESTA QUE ESTAMOS A VIVER), APENAS A REPÚBLICA.
VIVA PORTUGAL

domingo, 2 de outubro de 2011

PORTUGAL - INFELIZMENTE, NÃO VAI CUMPRIR


Se até há última entrevista do Ministro das Finanças, encerrava em mim, uma ténue esperança, de que Portugal, iria conseguir, com muito esforço, espirito de sacrifício (para alguns claro) e dedicação sair do “colossal” pantanal de areias movediças em que nos encontramos, hoje, não tenho qualquer dúvida de que isso não vai acontecer. Portugal não vai conseguir, cumprir com “ditames” que se comprometeu com a Troika.

Não tenho dúvida que mais operação de cosmética aqui, mais imposto ali, mais corte acolá, fará com que encerremos 2011, nos valores ou perto do défice acordado.

O Pior vem a seguir.

Em 2012, atendendo ao estado de economia das famílias e das empresas (das que restarem), não há qualquer tipo de hipótese da obtenção das verbas necessárias, para a continuação da diminuição do défice, isto, porque iremos entrar no estado de recessão económica, nunca antes visto em Portugal. Pelos dados e por aquilo que se já vai vendo, não são precisos números, para intuir com total certeza o que atrás afirmei.

Não sei se entraremos em períodos conturbados de conflitualidade voraz, mas sei que o caminho para a nossa recuperação económica, bem como a da Europa (porque se ainda não perceberam – julgo que já todos entenderam - , país após país, um atrás do outro irá cair, até mesmo a Alemanha, irão a cada dia que passa entender amargamente esta realidade).

A Europa deixou-se ultrapassar pelos acontecimentos e vergou-se completamente à crise do sub-prime (isto claro, sem isentar também a responsabilidade individual e de soberania, numa série de países, particularmente do Sul, e até mesmo da Alemanha que apresenta um buraco de 5 biliões de Euros).

Só há duas respostas possíveis, ou a criação de uma união económica federal, com um ministro das finanças, da zona Euro, criando-se assim os chamados Eurobonds, ou, em cada país, baixar os impostos, fazer as revisões estruturais necessárias (sem entrarmos num neoliberalismo selvagem), aumentar nos prazos que forem necessário para o pagamento das dívidas, porque só desta forma iremos conseguir produzir, criar riqueza, fazer poupança e pagar a divida. De outra forma, não vale a pena estarmos com muitas preocupações por que não haverá produção, mas sim desemprego e fome.

Pensem o que quiserem, sou de direita, mas penso assim, e, veremos se não terei razão?

domingo, 11 de setembro de 2011

O DIA EM QUE A AMÉRICA OUVIU O SALMO 46

Foto: Samuel Patrocínio

O DIA EM QUE A AMÉRICA OUVIU O SALMO 46 - carregue para ouvir nas frase azul


Deus!

Refugio, fortaleza nossa

Auxilio em todo tempo

Socorro na hora adversa.

Aquele que não deixa temer

Até vindo as maiores calamidades

Mesmo que os montes afundem no coração do mar,

Ainda que a terra trema,

Os montes sejam sacudidos pela grande fúria.

Mesmo assim o panorama não está corrompido

Existe um rio para alegrar a cidade de Deus,

A morada o Altíssimo.

Deus se faz presente no meio dessa cidade!

Sua presença não deixará nada abalar!

Socorro, conforto, auxilio vem do nosso Senhor

Protecção esperada desde o romper da manhã.

As nações se agitam, criam problemas

Reinos aparecem, somem depois

Mas o Senhor não se abala;

Ele ergue Sua voz poderosa,

Com o Seu poder a terra derrete.

O Senhor dos Exércitos está connosco, O Senhor dos Exércitos está connosco;

Alegramos, o Deus de Jacó está connosco, Alegramos, o Deus de Jacó está connosco.

Abram os olhos! Vejam os Seus feitos,

O Senhor aniquila tumultos, desfaz guerras que aparecem na terra;

Ele é poderoso para desfazer qualquer armamento bélico

O homem está lutando inutilmente

Deveria parar as guerras!

Errantes, não reconheça que o Senhor é Deus!

Ele será sempre aclamado entre as nações,

Será exaltado sobre toda a terra.

Homens saibam;

O Senhor dos Exércitos está connosco, O Senhor dos Exércitos está connosco;

O Deus que esteve presente com Jacó é a nossa segurança.

domingo, 17 de julho de 2011

MATAR O ALENTEJO?


Resultados dos CENSOS 20111 no Distrito de Beja, apenas e só o maior distrito em área do país.

Cada um que avalie os resultados.

Perante as evidências, abstenho de fazer comentários.

Deixo apenas mais um dado, dos cerca de 152 000 habitantes do distrito, quantos terão mais de 60 anos.
Será que o Terreiro do Paço sabe o que anda a fazer, ou o objectivo é mesmo esse, MATAR O ALENTEJO?

domingo, 10 de julho de 2011

MOODY'S

Imagem: do ataque de portugueses ao site da Moody's ou a ela associado

Moody’s, a palavra que indiscutivelmente entrou esta semana no léxico nacional. Portugal atónito viu esta agência de rating, professar que economicamente a república portuguesa, vale o equivalente a lixo.

Sobre as agências de rating, não posso estar mais de acordo com a maioria dos comentários de empresários/políticos/comentadores, que têm proliferado no espectro comunicacional cá do sítio, que comungam, que as notações desta agência e de outras similares, têm um peso excessivo e especulativo na decisão dos mercados. Comungam igualmente, e eu também concordo, que existe claramente e à descarada uma ofensiva contra o euro, mas principalmente contra a Europa. Na Europa por sua vez, pela primeira vez, algumas vozes aumentaram os decibéis, e publicamente ousaram criticar estas famosas agências.

Nesta história, tudo isto eu percebo, mas existe, um ténue pormenor, que eu não consigo perceber, mas que admito, poder dever-se a uma certa deficiência neuronal, quando em comparação com os grande doutorados da nossa praça e do resto da Europa. Se toda a gente já entendeu o que pretendem as agências de rating, isto para não falar já da sua mais do que duvidosa credibilidade (veja-se o episódio Lehmam Brothers), como é que os grandes cérebros, os intelectualíssimos das finanças, os reverendíssimos senhores professores das imaculadas e prestigiadíssimas universidades do mundo, seguem e idolatram, as notações destas agências, que colocam a vida dos países, empresas e suas populações, amarrados aos seus ditames.

Posto isto, e deixando de lado “o murro no estômago”, que Portugal sofreu, a verdade é que com mais notação ou menos notação das agência de rating, o nosso país irá necessitar de ajuda suplementar/reestruturação ou outro qualquer plano, pois é impossível haver sucesso, por muito bons que sejam os nossos governantes actuais (e eu espero e tenho fé que sejam), devido ao facto de nos cobrarem a impraticável taxa de juros na casa dos 6%. Com esta taxa de juros, é impossível reverter-mos a situação económica de Portugal. Podemos esforçar-nos, podemos tentar tudo, mas, esta grandeza de taxas deita tudo a perder. A somar a isto, a falência da Grécia. A Grécia há muito que já caiu, falta apenas uma questão de tempo para que lhe seja determinado o óbito.

Nos próximos meses a população portuguesa, vai sentir a dureza da conjugação de uma série de medidas, acordadas com a Troika (e não é o corte no subsidio de Natal, que será o problema), que vão ter consequências imprevisíveis na vida de cada um de nós, das empresas e do próprio país.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

NÓS E A CRISE

Cão sempre presente nas acções de rua na Grécia / Símbolo do descontentamento do povo Grego
Foto: retirada da internet/sem indicação do autor

I

Eis-nos em velocidade de descolagem, tendente a cumprimos com os objectivos assinados com a famigerada Troika.

Se até agora o consignado com o FMI/UE/BCE, ainda praticamente não tinha tido expressão, ao ponto de muitos Portugueses na sua santa ignorância (real ou propositada), pensarem que o acordo assinado, poucos reflexos iria ter na vida da generalidade dos concidadãos, vai a partir deste momento entrar num movimento ascendente vertical, com consequências imprevisíveis de contabilizar, inclusive para os próprios governantes.

Comungo da opinião do recém-empossado governo de que não podemos falhar. De facto não podemos falhar. Pergunto contudo, como não podemos falhar, e já para não complicar muito, quando nos são cobrados juros na ordem de 6%. Tem Portugal neste momento capacidade empresarial, que consiga produzir riqueza que possa suportar este valor de grandeza em juros, mais o necessário para abater divida? Não creio.

Encostado contra a parede, Portugal foi obrigado a ter de recorrer á ajuda externa, sobre pena de neste momento já termos entrado em bancarrota e estarmos fora do Euro. Porém, tenho para comigo, que os nossos governantes sabiam bem que este acordo mais tarde ou mais cedo teria de ser reformulado. Estavam à espera do falhanço da Grécia (que não vai conseguir cumprir com o estabelecido), para daqui a algum tempo, renegociarem condições mais vantajosas, apresentando como contrapartidas resultados positivos (assim julgavam).

Acontece contudo que a fragilidade económica das famílias e das empresas, vai inviabilizar continuar a ter-se resultados de natureza fiscal e produtiva, que permitam os resultados positivos necessários para forçar a uma boa renegociação futura.

II

Aquilo que os governantes portugueses pensaram e que não iria ter sucesso devido à enormíssima fragilidade económica das famílias e das empresas (é impossível continuar-se a pedir a quem já nada tem), vai deixar de fazer sentido porque a situação da Grécia, está incontrolada e, irá desmoronar-se. É apenas uma questão de tempo. A Grécia não reúne a robustez económica, social e política para enfrentar com sucesso a crise em que está envolta.

Ou a Grécia é rapidamente ajudada, com um perdão parcial ou mesmo total da divida, ou cai.

A cair, a Grécia irá contaminar outros países, incluindo Portugal, por muito que o nosso primeiro-ministro queira vender a ideia de que Portugal não é a Grécia.

III

Não preciso sequer de dar um argumento de suporte, para afirmar que a Europa, foi um império de barro, que está em desmoronamento. Tenta ainda, manter-se viva, mas toda a gente já viu que as colagem que faz, nem sequer têm a capacidade agregativa do cuspo. A Europa morreu.

A falta de uma política comum de responsabilidade e solidariedade europeia, levou a que a Alemanha (potência económica mais forte) se armasse num timoneiro de controle da Europa, que ao invés de construir um verdadeiro e sadio espírito europeu, absolutamente imprescindível para a sobrevivência da manutenção da Europa como centralidade mundial, incendiou com gasolina os rebentos da construção europeia do Senhor Kohl.

A Alemanha poderá continuar a ser uma potência económica, mas afastou de vez a Europa, da reorganização económica, que o mundo está a imprimir com a entrada em cenário de novas potências , principalmente da China e Índia. Urgia, que a Europa conseguisse bater-se de igual para igual com estas potências. Afastada do controle de decisão, a Europa e os seus povos vão empobrecer.

A Alemanha julga poder contornar por si esta situação e continuar a manter-se na ribalta do sucesso económico mundial. Vão-lhe sair as contas furadas e vai também, sofrer com esta decisão, porque sem parte da Europa, a Alemanha não vai conseguir os seus intentos.