domingo, 23 de julho de 2017

 FÉRIAS/ ARBUSTOS - Arbutus unedo, L.

Porque estamos em período de férias,  não vou nas próximas semanas, desenvolver novos posts, mas vou partilhar convosco, a minha paixão por plantas e dar-vos a conhecer algumas delas através de um estudo que fiz nos anos de 1998/1999, sobre arbustos em espaços verdes a Sul do Tejo. As fotografias, são igualmente da época, pelo que não apresentam grande qualidade.

 Antes de conhecer-mos o primeiro arbusto que escolhi para hoje, quero continuar a chamar a atenção, para  o concurso "7 Maravilhas de Portugal - Aldeias". Podem assistir, aos Domingos, a partir das 21h15 a este concurso através da RTP. 

Arbutus unedo, L.
ERICACEAE



Nome Comum:        Medronheiro; Ervado; Ervedo; Ervodo; Ervedeiro
Origem:                     Região Mediterrânica
Habitat:                   Matos e florestas
Em Portugal:            Espontâneo e cultivado em  todo o país
Clima:                        Mediterrânico
Solo:                          Silicioso  ou cascalhento, ligeiramente ácido
Altura:                        2,0 – 3,0 m
Diâmetro:                  1,5 –  2,0 m
Época de Floração: Inverno / Primavera
Exposição Solar:      Sombra
Propagação:            Estacaria
Crescimento:           Lento

Características:        Arbusto de forma ovóide, com caule tortuoso, de casca grossa  muito ramificado com ramos rijos e erectos, que quando jovens apresentam cor avermelhada; folhagem densa.
Folha:                        Persistente, verde escuro lustrosa, ficando púrpura no Outono, lisa, serrada, alterna, oblongo-obovada, acuminada e pecíolo curto
Flor:                           Inflorescência terminal, com flores branco-rosado reunidas em cachos pendentes.
Fruto:                         Baga globosa, granulosa-verrugosa, comestível, vermelho-alaranjado, denomina popularmente por Medronho. Amadurece ao mesmo tempo em que a planta floresce. Muito apreciado na indústria licoreira.

Utilização Paisagística: Sebe. Hortas pedagógicas, jardins, parques, matas e áreas residuais.

Obs:                           Os Romanos designaram-no por “unum edo”, que em Latim significa, “eu como um só”, devido ao seu sabor um pouco ácido e a possuir substâncias embriagadoras. Desde à muito que a medicina se interessou por este arbusto devido ao seu elevado teor em tanino. A sua madeira é muito apreciada em marcenaria, por ser muito fácil de polir.

A Sul do Tejo:          O Arbutus unedo, é um arbusto pouco utilizado em Espaços Verdes nesta região. Encontra-se em jardins, parques e matas. Aparece maioritariamente isolado, no entanto no Redondo na entrada da Vila na direcção de Évora, encontra-se uma sebe ligeiramente talhada com cerca de 150 metros de extensão.
Sendo o Medronheiro uma planta autóctone quando comparado com espécimes existentes nos Espaços Verdes, estas não aparentam diferenças.
O Medronheiro, é um arbusto de uma beleza singular, muito por culpa da sua silhueta tortuosa, mas também devido à coloração da sua folhagem impulsionada pela contínua mudança de cores; o vermelho dos ramos jovens, o verde escuro das folhas adultas, tornando-se algumas púrpuras no Outono. Não esquecendo o fruto de cor intensa que se mantém praticamente durante todo o ano, verde quando aparece, alaranjado na altura da floração e vermelho quando maduro. As suas flores de uma beleza sensual, acabam por não se realçar muito no conjunto.









domingo, 16 de julho de 2017

Lisboa é Bela

Apesar da imagem não ser a melhor, ouso compartilhar convosco a beleza de Lisboa, num regresso nocturno a esta cidade de encantos tamanhos.

Lisboa é luz,
uma tela que seduz,
Lisboa é Arte, um quadro de Maluda,
Lisboa é Arquitectura, é Maat,
Lisboa é Canção,  é o Bairro Alto, é Fado;
Lisboa é Inovação, é Web Summit;
Lisboa é Encontro, é Rossio e Martim Moniz,
Lisboa é Leitura, é Pessoa,
Lisboa é Tradição, é o 28;
Lisboa é Paladar, é Pastéis de Nata;
Lisboa é Amor,
Lisboa é Emoção,
Lisboa é Paixão.
Lisboa é o esplendor de uma velha e gloriosa Nação.

domingo, 9 de julho de 2017

Aldeias de Portugal

A partir de hoje,  e nos próximos domingos, os Portugueses vão escolher  as aldeias finalistas, para a grande final a realizar na aldeia de Piódão, no dia 3 de Setembro, onde se ficará a conhecer as 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.

A eleição das 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, compreende 7 categorias, a saber: Aldeias Monumento; Aldeias de Mar; Aldeias Ribeirinhas; Aldeias Rurais; Aldeias Remotas; Aldeias Autênticas e Aldeias em Áreas Protegidas.

Hoje, em Santa-Clara-a-Velha, no concelho de Odemira, serão escolhidas pelos Portugueses as 2 finalistas da categoria, Aldeias Ribeirinha, sendo Pré-finalistas, as aldeias de: Aldeia da Luz (concelho de Mourão /Alto Alentejo); Dornes (concelho de Ferreira do Zêzere /Ribatejo); Escaroupim (concelho de Salvaterra de Magos /Ribatejo); Furnas (concelho de Povoação / Açores);  Santa-Clara-a-Velha (concelho de Odemira /Baixo Alentejo); Sete Cidades (concelho de Ponta Delgada / Açores) e Vilarinho de Negrões (concelho de Montalegre / Trás-os-Montes e Alto Douro).

Todas estas aldeias, são exemplificativas da beleza e diversidade, de que é constituído este país, um dos países mais antigos do mundo. Nestas 7 Pré-finalistas, poderiam estar muitas dezenas de outras aldeias (da qual destaco por proximidade geográfica a aldeia da Estrela, no concelho de Moura /Baixo Alentejo), que igualmente contribuem para a beleza ímpar deste país. Para muitos que não Portugueses (os Portugueses são suspeitos), o país mais bonito do Mundo.

Dentre estas 7 pré-finalistas, por uma questão de proximidade geográfica e por assim dizer sentimental, destaco como minha escolha,  a Aldeia da Luz e a Aldeia do Escaroupim. 

Conheci bastante bem a antiga Aldeia da Luz, antes de esta ser inundada pela Barragem de Alqueva, e ter dado origem à nova Aldeia da Luz, hoje a concurso. Durante a Universidade tive oportunidade de conhecer as várias hipotéticas alternativas para salvar a velha Aldeia da Luz, bem como muitos estudos referentes às áreas na altura a submergir pelo Empreendimento de Alqueva. Um pouco mais tarde, quis a vida que fosse viver para bem perto da Aldeia da Luz, e por diversas vezes estive na velha Aldeia da Luz. Lembro bem a sua geometria e seu “Castelo” da Lousa. Lembro a dor das suas gentes em deixar a velha aldeia, e lembro as águas de Alqueva a devorar a aldeia. Conheço muito bem a nova Aldeia da Luz. 

Nas margens do Tejo, bem perto de Salvaterra de Magos (o concelho que  desde os meus 9 anos me tem acolhido de forma parcelar, e onde também está e muito o meu coração e os meus pais), Escaroupim, obviamente que terá também de ser a minha escolha. 

De todas estas aldeias, Escaroupim, é única e genuína que vive apenas da riqueza de um Rio. As suas casas em Madeira, de cores garridas, interligam-se com o Rio, formando um só. As suas gentes, oriundas de Vieira de Leiria (quando em tempos idos os pescadores dessa vila piscatória vinham para o Tejo), reflectem  a mistura ímpar do ser pescador com a raça do Ribatejo.

Ganhe quem ganhar, ganha sempre Portugal.

NOTA: Para todos os amigos do “Palavras Sem Jeito”, fora de Portugal, fica o convite para assistirem a esta gala em directo, e conhecerem paisagens ímpares de Portugal.
A Gala será transmitida pela RTP (Televisão Pública de Portugal), e pode ser vista através da Internet, bastando apenas carregar no link, abaixo, a partir das 21h15 de Portugal.