domingo, 16 de julho de 2017

Lisboa é Bela

Apesar da imagem não ser a melhor, ouso compartilhar convosco a beleza de Lisboa, num regresso nocturno a esta cidade de encantos tamanhos.

Lisboa é luz,
uma tela que seduz,
Lisboa é Arte, um quadro de Maluda,
Lisboa é Arquitectura, é Maat,
Lisboa é Canção,  é o Bairro Alto, é Fado;
Lisboa é Inovação, é Web Summit;
Lisboa é Encontro, é Rossio e Martim Moniz,
Lisboa é Leitura, é Pessoa,
Lisboa é Tradição, é o 28;
Lisboa é Paladar, é Pastéis de Nata;
Lisboa é Amor,
Lisboa é Emoção,
Lisboa é Paixão.
Lisboa é o esplendor de uma velha e gloriosa Nação.

domingo, 9 de julho de 2017

Aldeias de Portugal

A partir de hoje,  e nos próximos domingos, os Portugueses vão escolher  as aldeias finalistas, para a grande final a realizar na aldeia de Piódão, no dia 3 de Setembro, onde se ficará a conhecer as 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.

A eleição das 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, compreende 7 categorias, a saber: Aldeias Monumento; Aldeias de Mar; Aldeias Ribeirinhas; Aldeias Rurais; Aldeias Remotas; Aldeias Autênticas e Aldeias em Áreas Protegidas.

Hoje, em Santa-Clara-a-Velha, no concelho de Odemira, serão escolhidas pelos Portugueses as 2 finalistas da categoria, Aldeias Ribeirinha, sendo Pré-finalistas, as aldeias de: Aldeia da Luz (concelho de Mourão /Alto Alentejo); Dornes (concelho de Ferreira do Zêzere /Ribatejo); Escaroupim (concelho de Salvaterra de Magos /Ribatejo); Furnas (concelho de Povoação / Açores);  Santa-Clara-a-Velha (concelho de Odemira /Baixo Alentejo); Sete Cidades (concelho de Ponta Delgada / Açores) e Vilarinho de Negrões (concelho de Montalegre / Trás-os-Montes e Alto Douro).

Todas estas aldeias, são exemplificativas da beleza e diversidade, de que é constituído este país, um dos países mais antigos do mundo. Nestas 7 Pré-finalistas, poderiam estar muitas dezenas de outras aldeias (da qual destaco por proximidade geográfica a aldeia da Estrela, no concelho de Moura /Baixo Alentejo), que igualmente contribuem para a beleza ímpar deste país. Para muitos que não Portugueses (os Portugueses são suspeitos), o país mais bonito do Mundo.

Dentre estas 7 pré-finalistas, por uma questão de proximidade geográfica e por assim dizer sentimental, destaco como minha escolha,  a Aldeia da Luz e a Aldeia do Escaroupim. 

Conheci bastante bem a antiga Aldeia da Luz, antes de esta ser inundada pela Barragem de Alqueva, e ter dado origem à nova Aldeia da Luz, hoje a concurso. Durante a Universidade tive oportunidade de conhecer as várias hipotéticas alternativas para salvar a velha Aldeia da Luz, bem como muitos estudos referentes às áreas na altura a submergir pelo Empreendimento de Alqueva. Um pouco mais tarde, quis a vida que fosse viver para bem perto da Aldeia da Luz, e por diversas vezes estive na velha Aldeia da Luz. Lembro bem a sua geometria e seu “Castelo” da Lousa. Lembro a dor das suas gentes em deixar a velha aldeia, e lembro as águas de Alqueva a devorar a aldeia. Conheço muito bem a nova Aldeia da Luz. 

Nas margens do Tejo, bem perto de Salvaterra de Magos (o concelho que  desde os meus 9 anos me tem acolhido de forma parcelar, e onde também está e muito o meu coração e os meus pais), Escaroupim, obviamente que terá também de ser a minha escolha. 

De todas estas aldeias, Escaroupim, é única e genuína que vive apenas da riqueza de um Rio. As suas casas em Madeira, de cores garridas, interligam-se com o Rio, formando um só. As suas gentes, oriundas de Vieira de Leiria (quando em tempos idos os pescadores dessa vila piscatória vinham para o Tejo), reflectem  a mistura ímpar do ser pescador com a raça do Ribatejo.

Ganhe quem ganhar, ganha sempre Portugal.

NOTA: Para todos os amigos do “Palavras Sem Jeito”, fora de Portugal, fica o convite para assistirem a esta gala em directo, e conhecerem paisagens ímpares de Portugal.
A Gala será transmitida pela RTP (Televisão Pública de Portugal), e pode ser vista através da Internet, bastando apenas carregar no link, abaixo, a partir das 21h15 de Portugal.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Olho Para Mim
Foto: Samuel Patrocínio

Olho para mim e já não consigo disfarçar,
que cresci.

Tornei-me gente,
gente,
de um Mundo de Ausentes.

Gente de sonhos expropriados
a troco de miseráveis sorrisos,
tirados a escopros, gastos pelo uso,
da lancinante
cratera do SER.

Gente de tresloucados espíritos,
atormentados,
por presunçosos dias de uma infantil efemeridade,
que trespassa o sentimento,
E se embrenha na alma.

Gente que foge do “eu”,
numa maratona sem fim,
em demanda do NADA, convencida
da conquista do TUDO.

Gente que se encrosta em trivialidades
rejeitando, ser quem é,
e se adorna em torno do despovoado,
degustando suavemente,
uma sapiência
que despreza.

Gente que melodiosamente tilinta em abruptos rodopios,
Desenhando trajectórias,
de felicidade,
que as amarras da ignorância impedem de reconhecer.

Cresci.
Tornei-me gente.
Gente não muito diferente, de toda a gente
 

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ouvi e revoltei-me mais do que já estava

Foto Retirada da Internet / Sem Indicação do Autor

No dia 20 de Junho coloquei no “Palavras Sem Jeito”, três simples perguntas relativas à tragédia de Pedrogão Grande. Obviamente, que não recebi nenhuma resposta institucional, nem sequer dela estaria à espera.

Mas as respostas que desejava, foram dadas aos Portugueses pelos diversos intervenientes que tiveram responsabilidades no teatro de operações, cada um com as suas "conclusões", sem que ainda tenha saído o resultado do inquérito governamental em marcha.

E ouvi, aquilo que os factos visíveis já tinham evidenciado. Ouvi e enraiveci-me. Ouvi e alarmei-me. Ouvi e revoltei-me mais do que já estava. Ouvi, o que todos nós infelizmente, já intuía-mos.

Por decoro, cinjo-me apenas a este breve texto, que reflecte claramente o meu sentir.

Deixo uma palavra de agradecimento e apreço a todos os Bombeiros Portugueses, a quem muito respeito e admiro.

p.s – E nem quero sequer falar, de um outro assunto gravíssimo, o roubo de armamento em Tancos ocorrido a semana passada, para que não me descontrole no palavreado com que teria de epitetar a nossa incapaz e paupérrima classe política.